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Mensagens

Nuno Júdice

O meu pelotão era uma mistura de marginais, desertores e refractários - e achei natural que tivessem incluído um poeta nesse grupo.



Nuno Júdice, in Jornal das Letras, Artes e Ideias, 29-03-2006


Sempre tive o conceito de que um poeta, daqueles a sério, era alguém com uma sensibilidade demasiado frágil, demasiado sensível, demasiado ... arte. O que é certo é que escritor continua a não ser uma profissão desejável pelas incertezas que traz e pela inquietude que acarreta. Hoje em dia ser escritor é quase como ser cantor, só alguns é que o são, mas todos podem usar o título. No entanto, já não é um grupo marginalizado, como Judíce se refere a ele mesmo na acima declaração. Ser escritor é... (completem a frase por favor).




Carpe diem



Confias no incerto amanhã? Entregas
às sombras do acaso a resposta inadiável?
Aceitas que a diurna inquietação da alma
substitua o riso claro de um corpo
que te exige o prazer? Fogem-te, por entre os dedos,
os instantes; e nos lábios dessa que amaste
morre um fim de frase…

Potencial

Hoje é para a onda da filosofia. Ah, pois é bébé! Afinal de que nos vale uma vida ubérrima, se simplesmente não conseguimos nunca chegar áquilo que o dinheiro não pode comprar. Mas podemos tentar, lutar para nos tornarmos diferentes e seres humanos melhores.

Afinal é do meu pc.

Afinal o problema deve ser do meu pc. Estou no pc do meu namorado e aqui aparecem as funções todas. Algo se passa na casa-das-máquinas! Enfim, está mesmo na altura de lhe dar a reforma, mas não há "guito"... Temos pena, vamos ter de continuar a usufruir de outros recursos. Mas o meu post, antes desta adrenalina toda seria sobre o Dia da Mulher.

É verdade, nunca liguei muito a este dia, a não ser que é sempre uma boa desculpa para pôr a cusquice em dia com as amigas, mas as amigas já não são como antigamente e as cusquices já são todas velhas. No entanto, também não sou radical ao ponto de achar que as mulheres não merecem este dia ou, como dizem algumas, ter um dia não nos faz especiais... obviamente que não! Cada um é como cada qual, seja homem ou mulher, mas vejamos, há aí uma data de dias sem significado aparente e de quem ninguém se lembra, mas nem por isso deixam de ser menos dias. As mulhere conquistaram direitos que não tinham, desenvolveram batalhas até chegarmos até …

Um salto no vazio (parte 2)

Tudo parece desabar quando uma enigmática e cativante mulher lhe pede para autografar um exemplar de "O Último Cabalista de Lisboa", (Quetzal) dizendo que o livro lhe mudou a vida e a ajudou a tomar uma decisão. Pouco tempo depois cai-lhe, aos pés, de uma janela do hotel em que estavam hospedados.
"Hoje em dia é fácil os leitores entrarem em contacto comigo. Antigamente era preciso enviar uma carta à editora, e eu só a receberia passados uns 60 milhões de anos. Agora estou mais exposto às reacções emocionais das pessoas, e isso é ótimo, mas obrigou-me a considerar as minhas responsabilidades enquanto autor, porque o que eu escrevo pode afectar a vida de alguém. Espero que de forma posisiva mas, e se não for? A ideia para o livro surgiu daí. E se alguém me dissesse que o livro lhes tinha afectado, e depois fizesse algo terrível?"
De imediato, surge a questão: será verdade? Essa torna-se cada vez mais pertinente ao longo do livro, à medida que se descobre o passado, pr…

Um salto no vazio (parte 1)

O vídeo é apenas um aparte.

"Sou uma pessoa sensivel e psicologicamente frágil. Quando o meu irmão adoeceu com SIDA e morreu, apercebi-me da minha própria vulnerabilidade", diz-nos Richard Zimler, com a mesma franqueza que o levou a revelar aspectos muito pessoais da sua vida nas páginas do seu mais recente romance "À Procura de Sana" (editado pela Gótica)que, sendo ficção, não deixou de ter uma grande dose de autobiografia, uma vez que o próprio Zimler é a personagem central desde as primeiras páginas. E é logo nas primeiras páginas que nos damos conta de um narrador à beira da depressão, um estado que já conheceu por duas vezes.

in Os Meus Livros
Uma mulher atira-se da janela de um hotel, despertando em Richard Zimler a curiosidade por uma história que se revela muito surpreendente, e onde se misturam ficção e realidade de uma forma quase imperceptível.

Filipe d´Avillez

É deste livro e deste autor que vos vou falar nos próximos tempos, no entanto, ainda não li o livro, pois nunca gostei muito de policiais. Estou com receio de não gostar. Se alguém já tiver lido, faça o favor de comentar.

Ricardo Domeneck - Garganta com Texto

Chamam-se "Fibs". A palavra deriva de Fibonacci, uma fórmula que os leitores de Dan Brown já conhecerão, mas que convém explicar para os outros dois ou três que não o são. A ideia dos Fibs é aplicar a fórmula à poesia. Dessa forma cada verso do poema conterá tantas silabas ou palavras quanto os dois versos anteriores somados. A sequência, invariável, fica assim: 1/1/2/3/5/8.
Tudo começou com uma piada por parte de Gregory Pincus no seu blog (www.gottabook.blogspot.com), que desafiouos seus leitores (principalmente amigos e família) a submeter os poemas. Porém, rapidamente a moda espalhou-se e Pincus começou a receber poemas de diversas línguas de milhares de utilizadores diferentes. A sua fama chegou aos jornais que lhe deram ainda mais publicidade.

Ah!
E
Resta
Só Dizer:
Isto ainda
Por cima não custa nada

in Os Meus Livros

Humor

Fui roubar este momento humrístico ao Aragem. Que de graça não tem nada, mas se não nos soubermos rir nas adversidades, dificilmente conseguiremos chegar ao objectivo a que nos propomos. Aproveitando a onda de referendo e porque o nosso governo se mostra cada vez mais alodial, porque não referendar uma questão também muito polémica e que também envolve vidas, entre elas, as dos nossos filhos e a formação de qualidade a que têm direito. Este não é só um problema dos professores como querem fazer parecer, mas sim de um sistema de ensino com debilidades graves e a percorrer caminhos tortuosos e pouco claros nos seus objectivos, ou seja, um problema dos portugueses. Mas esta questão tinha "pano para mangas" e que o mal menor fosse a progressão de carreira, porque essa nós já sabemos: só tem regredido, não é Srª. Ministra? Ria-se agora pois pode ser que um dia chore.

Alice Vieira aposta em Patrícia Reis (parte2)

Se calhar tudo depende do dia e da disposição em que nos encontramos. Se calhar de manhã cedo ainda estamos permeáveis a todas as aventuras literárias e ao fim da tarde já treslemos, e queremos é tudo como manda o figurino clássico, sujeito, predicado, complemento directo, ponto final, parágrafo.

E se clahar nem todos os dias nos apetece um Nobel, ou a Maria Gabriela Llansol, por muito que os amemos.

E é verdade que a literatura não se faz só com eles. Se, como se costuma dizer, são precisos dois para dançar o tango, também na literatura - em todas as literaturas, de todos os países - são precisos autores que preencham os diferentes registos da escrita.

Mas Portugla é, em vários domínios, um país estranho: normalmente só produz génios. E por isso produz pouco. Temos Camões e Pessoa. Temos Carlos Lopes e Rosa Mota. Temos Eusébio e Figo. Mas falta a grande massa donde estes deveriam ter emergido.

Na literatura dos nossos sias acontece o mesmo: ou temos os grandes nomes, ou temos os (very) l…

Alice Vieira aposta em Patrícia Reis

Pois é, quando João Morales me pediu este texto, com a rapidez que caractriza os irresponsáveis eu disse logo que sim, pois claro, num abrir e fechar de olhos eu iria entregar-lhe os seis mil caracteres sobre uma obra de um autor novo que me tivesse agradado. Alguém em quem eu apostasse - acho que foi assim que o assunto ficou definido.
No entanto, ainda mal tinha desligado o telefone e já caía em mim. Como poderia eu começar a largar senteças sobre as mais novas revelações das letras pátrias se o meu conhecimento das novas revelações das letras pátrias era mínimo?
É evidente que há meia dúzia de nomes que conheço mas: a) não aposto em muitos deles nem eles precisam; b) até apostaria nalguns, não fosse o caso de temer que eles se sentissem ofendidos comigo por já andarem nestas lides há um ror de tempo e já se sentirem desconfortáveis por alguém ainda os considerar "revelações"...
Respirei fundo, lembrei-me de tudo o que tinha lido recentemente, e ali fiquei na dúvida angustian…

Hotel Ruanda em livro

Depois do grande sucesso que foi o filme "Hotel Ruanda", eis que surge o livro.
Durante o apogeu do moticínio naquele país africano, Paul Ruseagabina arriscou a vida para salvar 1300 refugiados, protegendo-os no interior do hotel.
O livro vai mais longe que o filme, ao relatar parte do passado do humilde gerente do hotel, tal como a sua vida desde os terríveis eventos. Explora ainda a sua educação e experiência enquanto primeiro gerente ruandês de um hotel europeu. A vida do próprio chegou a estar em perigo, pois enquanto Hutu casado com uma Tutsi, era visto como um alvo a abater.

in Os Meus Livros

Não vi o filme, mas como começo sempre ao contrário, primeiro vou ler o livro. Se já viram comentem e contem-me como é.

Dia adequado

Bem, hoje é o dia! A celebração do que nos une, envolve e nos faz olhar em frente como uma equipa com objectivos especificos.
O meu é os bons momentos nunca deixem de estar presentes no nosso caminho, que o nós nunca seja um eu e tu, mas sim sempre um Nós.
Pelo que já passou, pelo que virá, pelos momentos bons, pelos momentos maus, pelos obstáculos, pelas alegrias, pelos sorrisos, as cumplicidades... por tudo o que faz parte da nossa história: feliz dia meu amor!

Conhecimentos

Até há bem pouco tempo transcrevi, por partes, uma entrevista com Luís Oliveira. Hoje, deixo-vos um bocadinho do percurso deste Sr. Porque os livros não são feitos só de escritores.

Manuel Luís Oliveira nasceu em Chãos, Ferreira do Zêzere, corria o ano de 1940. Foi para Santarém com 25 anos. Ali germinaria o futuro de Oliveira. "Em Santarém encontrei grandes figuras da literatura como Herberto Helder ou o António José Forte, que foi um grande amigo meu", recorda. "Esses anos, de 1965 a 1969, foram muito importantes, um grande mergulho psicológico. Passávamos as noites a beber vinho e a ler". Em 1969 abriu a livraria Apolo, que manteve até 1973. "A livraria desenvolveu uma actividade intensa, com muitas palestras... o Mário Viegas, por exemplo, ia lá frequentemente e sempre que ele lá ia havia PIDES a vigiar a livraria. Foram tempos muito activos, vendi muitos livros proibidos. Lembro-me de vender mais de 200 livros do "10 dias que abalaram o mundo", d…

Fotos da Frente

Quando os livros sobre o conflito no Médio Oriente estão na ordem do dia, e as críticas à presença dos EUA se multiplicam e sobem de tom, um novo livro promete mostrar uma faceta muito diferente da ocupação.
Coordenado pelo jornalista Devin Friedman, "This is Our War" colocará nas livrarias uma selecção de fotografias representando a vida dos soldados no Iraque. A grande diferença deste livro em relação aos muitos artigos e documentários que já tentaram captar esta visão, é que as fotografias são todas da autoria dos próprios soldados, tiradas para enviar para casa.
Embora contenha muitos momentos de diversão, não faltam também as cenas mais dramáticas e até polémicas.

in Os Meus Livros