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Mensagens

Mix Lindsay Lohan (parte 1)

Na bolsa de valores de Hollywood, Lindsay Lohan é uma espécie de Google, um fenómeno que sobe de valor mesmo quando estamos a dormir. Tem apenas 19 anos mas, talvez por causa do cruzamento de talento, contorno físico e reputação boémio-decadente, a fama dela disparou e ainda não parou. Há dias era líder incontestada nas listas de Celebrity Fantasy League, um campeonato disputado na esquizofrenia imaterial da Internet e que pretende esclarecer de uma vez por todas o verdadeiro valor das vedetas. A coisa funciona mais ou menos assim. Depois de uma pessoa se inscrever na refereida liga ao som de 10 dólares, é incitada a vaticinar quais estrelas de cinema irão aparecer com mais frequência nos meios de comunicação social. Que celebridade irá dominar as manchetes na próxima semana? Ninguém sabe ao certo. É aqui que reside o jogo. O concorrente escolhe cinco vedetas femininas, outras cinco masculinas e, ainda, um casal famoso, tipo Madonna e Marido. Os pontos vão-se acumulando consoante a fr…

Ande o frio por onde andar, no Natal cá vem parar.

Jorge Palma

Jorge Palma voltou a dar que falar em mais uma obra de arte: Voo Nocturno. A última criação, com o célebre tema Encosta-te a Mim.
O Sr. é um verdadeiro SENHOR Quanto a mim dos melhores. das palavras do coração... e quanto ao processo criativo, nem quero saber, nem ponho em causa, desde que me faça sempre sentir vontade de voar à noite encostada a mim. Sentir, que tanta falta me faz, apenas sentir...

Bem essencial...

Há coisas que não são físicas que fazem essencialmente parte da nossa busca em que permanece próximo do alcançável: ser feliz! Sim, blá, blá,blá, há muito sofrimento, meio mundo a fazer-se de coitadinho, e pois e tal, só queria um bocadinho assim; a verdade é que precisamos de pensar que podemos ser felizes e para isso há que lhe sentir o cheiro, saber que é sabor momentâneo, sofrer para a reconhecer em extâse fuigidio de pouca demora. Velhaca, a felicidade! Pede-nos sempre mais, enfim, funciona como o nosso protoplasma! É requisito essencial na vida de mutante, de stress e desgraçadinhos em que nos envolvemos.
Quero mais disso, daquela que ainda demora uns dias até que me apreceba que a moca passou, quero daquela que não fica convencida com bens materiais, daquela que me engana e que só quando se vai embora eu sei que cá esteve.
Como sempre digo, adoro ter razão, é de hábito tê-la por antecipação, mas não é ela que me traz felicidade, são os meus sonhos guias, o meu castelo fechado, e…

D. José (última parte)

O modo como neste período foram reprimidas todas as revoltas e conjuras, desde a greve dos camponeses do Alentejo, em 1756, ao processo dos Távoras, constituiu a outra face da moeda. Sobre este caso, que fez correr rios de tinta, o historiador Veríssimo Serrão apontou um dedo severo a D. José, a quem "coube a única e excusiva responsabilidade da execução" da familia, como o autor escreve na sua História de Portugal. Contudo, ninguém nega que, a pretexto da tentativa de suicídio de 3 de Setembro de 1758, foram supliciados membros da nobreza desfavoráveis a Pombal e à forma como o poder era gerido na Corte.
D. José viria a falecer, na Ajuda, a 24 de Novembro de 1777.
Nair Alexandra in Única

D.josé (continuação - parte 1)

Os factos são conhecidos: logo no dia 1, o Governo reuniu-se e foram tomadas as primeiras medidas de urgência perante a catástrofe. Pouco depois seria a saga da reconstrução da cidade - é a partir do terramoto que brilha o ministro Sebastião José de Carvalho e Melo, futuro marquês de Pombal. E até hoje, o grande debate entre os historiadores tem sido acerca do grau de influência do ministro no próprio rei - teria sido este manietado por Carvalho e Melo? A tendência é achar que não. Embora tímido, D.josé cedo terá mostrado a determinação a conduzir as rédeas do poder. Com uma educação cuidada - dominava o italiano, francês e espanhol -, o monarca que incarnou o Despotismo Iluminado procedeu a uma série de reformas importantes, desde o fim da distinção entre "cristãos-velhos" e "cristão-novos", com a quase falência da Inquisição, até à criação da Companhia das Vinhas do Alto Douro em 1756 - é a mais antiga região demarcada do mundo.

Nair Alexandra in Única

D. José

Parecia que o novo reinado ia começar sob uma sina má: a 8 de agosto de 1950, em Lisboa evocava-se o falecido D. João V. Seria o filho primogénito, D. José (nascido a 6 de Julho de 1914) a subir ao trono. A 10, grandes da nação cumprimentavam o novo soberano, só que, nesse mesmo dia, um incêndio deflagrou no Hospital de Todos-os-Santos, e ainda fez estragos nas casas da vizinha Betesga. Os doentes foram salvos por populares e padres de conventos próximos. Enfim, contra os vaticínios, lá seria o novo rei aclamado a 7 de Setembro, no Paço da Ribeira.
A desgraça maior no seu reinado seria, claro, a da factídica manhã de 1 de Novembro de 1755, quando as forças da natureza se conjugaram para destruir Lisboa e uma parte do país. D. José encontrava-se no "campo real" de Belém (origem da actual sede da Presidência da República). O seu palácio (no Terreiro do Paço), com o precioso recheio, foi completamente destruído pelo megassismo e o incêndio que se lhe seguiu. Apavorado, o soberan…

Dia de S. Martinho

Bem, nunca soube muito bem para que servia este dia. Associo-o sempre à feira do cavalo na Golegã. Em que a ágape é bem regada e os cavalinhos são esgotados em galanteios tolos de pequenos burgueses impacientes na sua mostra.
Pelos vistos, é um santo, uma desculpa para comer castanhas com geropiga e água-pé. Para mim é dia de descanso que as cavalgadas são feitas durante a semana.
Seja como for, a todos um bom dia de S. Martinho!

Trazei as crianças que eu já lhes digo (ultima parte)

Talvez assim, desnorteadas e conduzidas ao exercício retemperador da gratidão pelo que lhe é dado, as crianças possam ser novamente reintegradas na sociedade adulta, sem piarem muito. Quem sabe? O homem bem sonha; sonha até se fartar (e a mulher também, tratando-se embora de sonhos muito diferentes) mas a obra, está quieto, não é como as crianças e não nasce. É triste, pois claro, mas é mesmo assim.

Miguel Esteves Cardoso in Única

Já agora!

Trazei as crianças que eu já lhes digo (parte 6)

Se as crianças seguem o rumo dos novos casamentos do "pai" ou da "mãe" originais, é questão a discutir. Talvez o melhor fosse seguir sempre o casamento mais recente, que costuma ser o mais feliz. Mas, para o caso de se dar importância à estabilidade, poderiam seguir quem se casasse primeiro. O fundamental é serem obrigados a esquecer os pais anteriores - ou, quando muito, a terem deles uma péssima ideia, do género que hoje dedicam aos injustamente vilipendiados padrastos embriagados e às quantas vezes esplêndidas madrastas más.

Miguel Esteves Cardoso in Única

Trazei as crianças que eu já lhes digo (parte 6)

Se o pai ou a mãe casarem outra vez, as crianças poderão alegremente voltar à vida familiar - mas terão forçosamente de aceitar a nova esposa do pai como única e verdadeira mãe ou, no caso de ser a mãe a casar primeiro, o novo esposo da mãe como o único e verdadeiro pai. A mãe antiga e o pai antigo serão simplesmente proscritos, não se permitindo sequer considerar aleivosias como o conceito de pai "biológico". E quanto a acumular avós, sogros, noras, genros e outras paelopreciosidades, nem pensar. Sim, porque a vida só por si já não é nenhum piquenique, para não termos também de tentar estender a manta sobre esse gigantesco ninho de vespas.
Quando chegar o tempo dos pais destes, por sua vez, se separarem, a criançada volta toda, sem excepção - irmamente - para o orfanato. Não há cá filhos do primeiro, segundo, terceiro ou nenhum casamento: são todos irmãos e orfãos infelizes até ao próximo casamento.

Miguel Esteves Cardoso in Única

Ai Jesus! Andava para aí muito infeliz!!! Mas …

Trazei as crianças que eu já lhes digo (parte 5)

A única solução é alterar a lei de maneira a eliminar as figuras odiosas da madrasta, do padrasto, dos enteados. Para isso basta legislar que, quando os pais se separam ou divorciam, as crianças perdem direito à mãe e ao pai. Com "fair-play" e sentido de partilha, são elas próprias divorciadas dos pais. Passam obrigatoriamente a orfãs, a cuidado do Estado, numa instituição um pouco sinistra onde serão encorajadas a esquecer os paizinhos e, dum modo geral, a tornarem-se homenzinhos o mais depressa possível, mesmo sendo inicialmente do sexo feminino.

Miguel Esteves Cardoso in Única

Trazei as crianças que eu já lhes digo (parte 4)

Eis como contra-atacar. Farto de situações em que as crianças tentam sabotar o segundo casamento do pai ou da mãe, tornando-os (não meçamos palavras) em desagradáveis ninhos de conflitos, surgiu-se-me uma possível solução, que muito contribuiria para reduzir o poder tirânico das criancinhas e restituir o adulto descanso que tanta falta faz à vida moderna.
É ou não preciso acabar de vez com os dramas sórdidos e os horrendos contos infantis e romances portugueses contemporâneos sobre padrastos e madrastas que invariavelmente se embebedam numa noite de tempestade e, a seus belprazeres, sem dó nem ré, violam ou esfaqueiam os enteados e as enteadas?
Miguel Esteves Cardoso in Única


Se a vida real fosse de facto agradável não existiam livros sobre isso, o pior é que já enjoam as contagens de historietas contemporâneas em que nos aborrecem com acontecimentos do dia-a-dia. Se eu quisesse ler a minha vida não lia um livro.
Sou filha de pais separados, sou feliz. Não gosto da minha madrasta, mas nã…

Trazei as crianças que eu já lhes digo (PARTE 3)

Não sei o que aconteceu mas, quando fiz 40 anos, por uma estranha reversão matemática não desrelacionada com os fenómenos das capicuas nos bilhetes de eléctrico, essa idade ideal para as mulheres tinha passado para 14, conforme ilustrado pelas mais finas e venerandas manequins da altura. E hoje é escusado lembrar, diante das escandaleiras mais recentes e das últimas tendências publicitárias, que a adolescência já cheira a bafio e que mesmo nas raparigas e nos rapazes de 14 anos já vão pesando, no mínimo, uns seis ou sete anos a mais.

Miguel Esteves Cardoso in Única

Ai homem!

Trazei as criancinhas que eu já lhes digo (parte 2)

As mulheres que não se riam porque com elas ainda era mais grave a dissonância. A única via de salvação era a homossexualidade, onde não havia imposições etárias e a malta da mesma idade até podia passar uma tarde bem passada sem que parecesse mal a quem lá estivesse. Às heterozinhas, em contrapartida, só lhes eram reconhecidos impulsos vis e turvos aos 15 anos. E os objectos de desejo eram alcoólicos baixinhos e barrigudos já com 51 anos e três ou quatro casamentos no bucho, como Richard Burton, Tom Jones e Anthony Hopkins, para citar apenas os oriundos do País de Gales.

Miguel Esteves Cardoso in Única

Mudam-se os tempos e as tendências: os gostos, as modas, as curvas (ou falta delas), mas não me venham com tretas, não há nada como um homem que faça a barba, óbvio que se dispensa o cheirinho a cavalo, o hálito a alcoól e a tareia à deita. Ingleses também, sem dúvida que os melhores são os latinos!

Trazei as crianças que eu já lhes digo (parte 1)

Quando eu era ainda mais novo do que sou hoje, embirrava com os jovens. Mas, à medida que vou envelhecendo, tenho reparado que quem mais odeio no fundo são as crianças. No meu tempo, eram os jovens que estavam na moda. Não se falava muito das crianças e não se deixava que elas falassem muito. Entretanto, porém, a idade desejável - de estrelas de cinema, desportistas ou reles familiares - desceu a pico. Quando eu tinha 14 anos, por exemplo, a idade mais desejável para uma mulher eram os 41 anos de Claudia Cardinale, da Anne Bancroft de "A Primeira Noite" ou, enfim, seguindo os cânones freudianos da época, qualquer sabidona da idade das nossas mães, mas mais giras e independentes.

Miguel Esteves Cardoso in Única

De pés atados

Assim retrata o "Economist" a chanceler alemã Angela Merkel e Durão Barroso, o par que, segundo a revista britânica, dirige a União Europeia - se é que ela é dirigida. Para a revista, ambos construiram "a mais importante relação política da UE", basicamente "à falta de melhor". Ambos são atlantistas fervorosos e não têm problemas em casa. Merkel deu uma mãozinha a Barroso na altura da sua candidatura e, recentemente, apoiou as negociações com a Turquia. Em contrapartida, este não insistiu demasiado na liberalização dos serviços, um assunto espinhoso para Merkel. in Única, 27 de Maio de 2006 E assim vão andando e nós vamos ficando com falta de interesse no que nos rodeia, porque não há melhoras e os protestos já são vozes de burro. Isto está mau, mas é só para alguns!

Tareia de alma

Às vezes sinto-me violentada, magoada, banida, dorida... saco de boxe em que todos descarregam por causa dos seus umbigos grandes. Ai a dor da minha alma! Sorrio, aprendo a ser irónica e a dar bofetadas sem saída, ensino que pode bater muito no ceguinho, mas que não é com brutalidade que o levará a ver o caminho.
No trabalho é sempre o mesmo ramerrão de queixas e queixumes que não doem, mas chateiam, corroem, exasperam, mostram o podre em que nos encontramos, mostram as almas medíocres, os espíritos vulgares...
Ai o que eu aprendo com os outros! E nunca mais chega o fim do mês! Ou o fim de semana! Levo tareias descomunais da vida, mas não me posso queixar, porque não há linha de apoio aos desiludidos com sonhos. Bem, resta-me lamber as feridas e... continuar a sonhar!