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Génio na arte da falsificação (parte 3)

Mas quem foi realmente Elmyr de Hory? Como conseguiu tornar-se o melhor falsificador de todos os tempos? Porque é que o cineasta Orson Welles se inspirou nele para realizar o seu filme-documentário F for Fake (F de Fraude, 1974) e porque é que até a revista Time lhe dedicou uma capa?
Este génio da falsificação nasceu em 1905 em Budapeste, filho de dois ricos aristocratas de origem judia. Decidido a ser artista, mudou-se para Paris, onde então trabalhavam Matisse e Derain, e por onde Picasso aparecia amiúde. "Como a maioria dos pintores jovens do momento, conhecia-os a todos", contava.

Alberto de las Fuentes

F for Fake (1974) - Orson Welles - Génio na arte da falsificação (parte2)

Mas ninguém suspeitava que fosse o maior falsificador da história, capaz de colocar no mercado durante 21 anos um milhar de obras de artistas como Picasso, Modigliani, Matisse, Renoir, Toulouse-Lautrec, Gauguin, Chagall... Além disso, a sua vida assemelhava-se a um filme: sempre nos melhores hotéis e frequentando os circulos sociais mais selectos, sempre a fugir (dos nazis, do FBI, da Justiça Espanhola...).

Alberto de las Fuentes

Génio na arte da falsificação (parte 1)

O escritor Clifford Irving descreve assim Elmyr de Hory à sua chegada à ilha de Ibiza, no Verão de 1961: "Usava um monóculo suspenso de uma corrente de ouro, os seus casacos de malha eram sempre de caxemira(...). No pulso brilhava um relógio Cartier e sentava-se ao volante de um descapotável Corvette Sting Ray de cor vermelha... Era, segundo fez constar, um coleccionador de obras de arte".
E acrescenta: "Se havia alguma opinião unânime sobre este suave e esmerado húngaro era que nunca tinha trabalhado um dia na sua vida, nem poderia, nem ia fazê-lo".

Alberto de las Fuentes

Moçoilas - UBI

Se estudar custa tanto
Como dizem os Doutores
Rapazes viva o descanço
Que estudem os professores


Em homenagem aos meus tempos de estudante, a tuna feminina da minha faculdade.
Pelos tempos que vos ouvi com amor à camisola, agora que vos oiço com saudade, ao grande companheirismo dos tempos de universitária!!

Pais e Encarregados de Educação

Tenho uma coisa a contar-vos: todos os dias passo por 2 escolas, uma à ida e outra à vinda, por azar sempre em hora de intervalos. Então, adiante... Os repeitosos pais e encarregados de educação que zelam pelas criancinhas esmeradamente para que não sejam maus cidadãos nem pessoas, todos os dias estacionam em segunda, terceira e em plena via, sem pisca ou algo que se pareça sob olhar atento do polícia que toma conta, religiosamente, da passadeira dos anões. Enfim... Adiante, enquanto os anõezinhos entram demoram a circulação com mais uma conversa com o colega, enquanto a funcionária entra ou sai carregada de sacos em tempo record, há sempre alguém que só quer chegar a horas ao trabalho, e não suprime a bela da buzinadela!! "NÃO TENS FILHOS CARALHO! NÃO VÊS QUE TOU PARADO MINHA BESTA!" Perfeitamente amiguinho, ainda vejo mais, eu que saí a horas de casa para chegar ao trabalho a horas e NÃO, NÃO TENHO FILHOS, espero que as bestas que não podem estacionar nos estacionamentos a…

Lindsay Lohan (Entrevista - última parte)

Dá consigo a procurar inspiração nalgumas das grandes actrizes do passado?

Para o filme Que Sorte a Minha! recorri um pouco aos maneirismos cómicos de Lucille Ball. É um tipo de comédia física. Claro que há sempre a Ann-Margret, talvez por ser a ruiva mais sexual por excelência. Há dias fiz umas fotografias para a "Interview"inspiradas na Elizabeth Taylor. Admiro incondicionalmente a Clara Bow. Amo a Grace Kelly. No fundo, a fonte de inspiração depende da cor de cabelo que tenho no momento.


Gosta de aparecer em lugares públicos, como se não a incomodasse a constante perseguição dos fotógrafos. Qual é a sua relação com a palavra privacidade?

O que é a privacidade? Sabe, quando faço um filme passo muito tempo, 3 meses, com um grupo de pessoas. Depois desaparecem todos e eu acabo sempre por me sentir frustrada criativamente, como se não soubesse o que fazer da minha vida. Não gosto de estar sozinha mas quando isso acontece pego no carro e conduzo sem parar. Ou escrevo. Gosto muito…

Over Lindsay Lohan by Lenise (Entrevista - parte 1)

Uma coisa aparente na sua personalidade pública é o estilo que demonstra cada vez que a fotografam. Descreva-me o seu guarda-fatos.

Mas eu tenho vários guarda-fatos! Ando totalmente, totalmente apaixonada por roupa. Mas não sei falar do meu estilo porque é algo que muda com frequência. Sou muito indecisa, especialmente agora que a minha colecção aumentou. O apartamento que aluguei, por exemplo, foi como que remodelado. A sala de jantar é agora um dos meus guarda-fatos. Não estou a brincar. Tenho peças fantásticas e adoro experimentar tudo, vestir as minhas amigas. Acho que aquilo que usamos para cobrir o corpo é a expressão mais visível daquilo que realmente somos, ou daquilo que somos num determinado dia. Cada pessoa tem uma ideia muito pessoal dauilo que é confortável.


Sei que de vez em quando janta com Donatella Versace. Quais são os criadores que mais presentes lhe mandam?

Não há exactamente uma relação a esse nível. Já ninguém me dá roupas como antigamente, o que até nem tem importâ…
Deseja uma longa vida aos teus inimigos para que, de pé, eles possam assistir à tua vitória!

Manifesto anti-Socialista

A coisa é mais ou menos assim. Ah e tal vamos dividir, ou viver numa sociedade meritocracia. O catano! Nem eu que estudei, nem tu que queres trabalhar, o melhor ser+a mesmo em pensares em dar umas graxas, subir na horizontal ou possuires uma boa chantagem. Ah, pois é amigos, não quero dividir o que conquisto com o meu esforço, mas também não quero subir sem mérito, a este fenómeno chama-se: uma arrochada da vida! Pedimos nós que pais formem filhos melhores, calhando até eles deviam ser melhores.

Quando falares de mim, olha para ti primeiro.

RUMORS

A sua agenda, essa, podia ser pior. De momento pode ser admirada no romance Just My Luck (Que Sorte a Minha), sobre a rotina de uma menina rica que tem a sorte do seu lado, salvo quando tropeça num rapagão quase mais bonito que azarado. Daqui a uns dias aparece no novo fime de Robert Altman, A Prairie Home Companion (ainda sem tradução para português), a saga de um programa radiofónico prestes a transmitir a derradeira emissão. Lindsay Lohan que faz inversão de marcha no seu percurso, terá a seu cargo a personagem de uma adolescente consumida pela poesia deprimente que vai debitando num caderno pode ser apenas mais um nome reconhecível entre muitos outros -Virginia Madsen, Kevin Kline, Lilly Tomlin e John C. Reilly - mas a inclusão da novata entre tantos veteranos é importante pelo seguinte motivo:não há dúvida que ela exige evoluir para temas maduros na companhia de quem sabe, revelando desta forma uma ambição inteligente que ela reveste de uma aura especial. Em segundo lugar, esta n…

Lindsay Lohan (parte 2)

A primeira vez que Lindsay Lohan atravessou a avenida pública foi quando fez de gémeas no filme The Parent Trap, ia ela ainda na infância sobredotada. Tentou a televisão mas era o ecrã maior que queria conquistar, um plano arrojado pois, em início de carreira, quem não é criança pequerrucha ou adolescente "sexy" tem dificuldade em escalar a muralha do cinema. A verdade é que passados poucos anos Lindsay Lohan ressuscitou. Uma aparição. O patinho era agora cisne. O cabelo flamejante, que já havia feito dela a primeira criança ruiva a ser contratada pela agência de modelos Ford, deu-lhe um toque de Ann Margaret da nova geração, e o corpo, agora uma provocação, foi metido em vestidos descarados como se ela fosse uma enviada do paraíso prestes a mostrar ao mundo a imagem de felicidade perfeita que só existe na juventude bem vivida. Cheirando energia em combustão, a imprensa nunca mais a largou. Lindsay Lohan saltou para o cume das bilheteiras com os filmes Freaky Friday (Um Dia …

Mix Lindsay Lohan (parte 1)

Na bolsa de valores de Hollywood, Lindsay Lohan é uma espécie de Google, um fenómeno que sobe de valor mesmo quando estamos a dormir. Tem apenas 19 anos mas, talvez por causa do cruzamento de talento, contorno físico e reputação boémio-decadente, a fama dela disparou e ainda não parou. Há dias era líder incontestada nas listas de Celebrity Fantasy League, um campeonato disputado na esquizofrenia imaterial da Internet e que pretende esclarecer de uma vez por todas o verdadeiro valor das vedetas. A coisa funciona mais ou menos assim. Depois de uma pessoa se inscrever na refereida liga ao som de 10 dólares, é incitada a vaticinar quais estrelas de cinema irão aparecer com mais frequência nos meios de comunicação social. Que celebridade irá dominar as manchetes na próxima semana? Ninguém sabe ao certo. É aqui que reside o jogo. O concorrente escolhe cinco vedetas femininas, outras cinco masculinas e, ainda, um casal famoso, tipo Madonna e Marido. Os pontos vão-se acumulando consoante a fr…

Ande o frio por onde andar, no Natal cá vem parar.

Jorge Palma

Jorge Palma voltou a dar que falar em mais uma obra de arte: Voo Nocturno. A última criação, com o célebre tema Encosta-te a Mim.
O Sr. é um verdadeiro SENHOR Quanto a mim dos melhores. das palavras do coração... e quanto ao processo criativo, nem quero saber, nem ponho em causa, desde que me faça sempre sentir vontade de voar à noite encostada a mim. Sentir, que tanta falta me faz, apenas sentir...

Bem essencial...

Há coisas que não são físicas que fazem essencialmente parte da nossa busca em que permanece próximo do alcançável: ser feliz! Sim, blá, blá,blá, há muito sofrimento, meio mundo a fazer-se de coitadinho, e pois e tal, só queria um bocadinho assim; a verdade é que precisamos de pensar que podemos ser felizes e para isso há que lhe sentir o cheiro, saber que é sabor momentâneo, sofrer para a reconhecer em extâse fuigidio de pouca demora. Velhaca, a felicidade! Pede-nos sempre mais, enfim, funciona como o nosso protoplasma! É requisito essencial na vida de mutante, de stress e desgraçadinhos em que nos envolvemos.
Quero mais disso, daquela que ainda demora uns dias até que me apreceba que a moca passou, quero daquela que não fica convencida com bens materiais, daquela que me engana e que só quando se vai embora eu sei que cá esteve.
Como sempre digo, adoro ter razão, é de hábito tê-la por antecipação, mas não é ela que me traz felicidade, são os meus sonhos guias, o meu castelo fechado, e…

D. José (última parte)

O modo como neste período foram reprimidas todas as revoltas e conjuras, desde a greve dos camponeses do Alentejo, em 1756, ao processo dos Távoras, constituiu a outra face da moeda. Sobre este caso, que fez correr rios de tinta, o historiador Veríssimo Serrão apontou um dedo severo a D. José, a quem "coube a única e excusiva responsabilidade da execução" da familia, como o autor escreve na sua História de Portugal. Contudo, ninguém nega que, a pretexto da tentativa de suicídio de 3 de Setembro de 1758, foram supliciados membros da nobreza desfavoráveis a Pombal e à forma como o poder era gerido na Corte.
D. José viria a falecer, na Ajuda, a 24 de Novembro de 1777.
Nair Alexandra in Única

D.josé (continuação - parte 1)

Os factos são conhecidos: logo no dia 1, o Governo reuniu-se e foram tomadas as primeiras medidas de urgência perante a catástrofe. Pouco depois seria a saga da reconstrução da cidade - é a partir do terramoto que brilha o ministro Sebastião José de Carvalho e Melo, futuro marquês de Pombal. E até hoje, o grande debate entre os historiadores tem sido acerca do grau de influência do ministro no próprio rei - teria sido este manietado por Carvalho e Melo? A tendência é achar que não. Embora tímido, D.josé cedo terá mostrado a determinação a conduzir as rédeas do poder. Com uma educação cuidada - dominava o italiano, francês e espanhol -, o monarca que incarnou o Despotismo Iluminado procedeu a uma série de reformas importantes, desde o fim da distinção entre "cristãos-velhos" e "cristão-novos", com a quase falência da Inquisição, até à criação da Companhia das Vinhas do Alto Douro em 1756 - é a mais antiga região demarcada do mundo.

Nair Alexandra in Única

D. José

Parecia que o novo reinado ia começar sob uma sina má: a 8 de agosto de 1950, em Lisboa evocava-se o falecido D. João V. Seria o filho primogénito, D. José (nascido a 6 de Julho de 1914) a subir ao trono. A 10, grandes da nação cumprimentavam o novo soberano, só que, nesse mesmo dia, um incêndio deflagrou no Hospital de Todos-os-Santos, e ainda fez estragos nas casas da vizinha Betesga. Os doentes foram salvos por populares e padres de conventos próximos. Enfim, contra os vaticínios, lá seria o novo rei aclamado a 7 de Setembro, no Paço da Ribeira.
A desgraça maior no seu reinado seria, claro, a da factídica manhã de 1 de Novembro de 1755, quando as forças da natureza se conjugaram para destruir Lisboa e uma parte do país. D. José encontrava-se no "campo real" de Belém (origem da actual sede da Presidência da República). O seu palácio (no Terreiro do Paço), com o precioso recheio, foi completamente destruído pelo megassismo e o incêndio que se lhe seguiu. Apavorado, o soberan…