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Mensagens

Voltei

Vou regressar mais feliz, menos contente, mas com muita satisfação por regressar e sair das malhas do desemprego e da inércia que produz o desalento e o cansaço. Vou voltar para os ombros amigos, as festas originais e os passos de dança que me esforcei por não esquecer. Vou voltar, desta vez por mais tempo e com menos sobressalto, mais crescida e eficiente. Vou voltar e espero fazê-lo muitas vezes.
Aos que ficaram felizes com o meu regresso (os de cá e de lá), o meu muito obrigado por me acompanharem.

Um, Ninguém e Cem Mil - Luigi Pirandello

"E como se de súbito estas palavras se tivessem tornado, sei lá, de pedra, não pude ouvir o que Firbo me gritou entre dentes antes de se ir embora, furioso. Sei que sorria quando Quantorzo, que aparecera logo após a discussão, me arrastou consigo para a sala da direcção. Sorria para demonstrar que a violência já não era necessária e que tudo acabara, embora sentisse bem que nesse momento, enquanto sorria, teria podido matar alguém, de tal forma a severidade excitada de Quantorzo me irritava. Na sala da direcção pus-me a olhar em volta, espantado por o estranho aturdimento em que repentinamente caíra não me impedir de perceber clara e precisamente as coisas até quase me sentir tentado a troçar delas, acabando prepositadamente, no meio de feroz admoestação que Quantorzo me dava, por fazer algumas perguntas de uma curiosidade infantil acerca deste ou daquele objecto da sala. E entretanto, sei lá, quase automaticamente, pensava que o Stefano Firbo, quando era pequeno, lhe tinham nasc…

Tatuada

Trago tatuado no corpo o gosto das minhas recordações. O que sou, fui e serei transforma-se com o passar do tempo dos meus sonhos. Aprisionado em mim trago presentes doces e amargos, cheios de estranhos cheiros. Eu sou... quem fui, mas não sendo realmente transformada na cidadela da vida passada e sonhada. Os sonhos ficam, devoram, acompanham e ... permanecem...

Crise de identidade

Como é sabido ando com algumas crises comigo mesma. Nunca liguei muito ao aspecto físico, até porque para mim era tudo muito simplificado. Acontece que ultimamente me deparo com constantes comentários acerca do mesmo... e bolas! também tenho auto-estima. Eu sei que estou mais cheia desde que fui aos Açores, mas agora não é só isso... o meu próprio estilo, já não me parece o mais adequado... parece que tenho de crescer de uma vez... mas o pior é achar que isto está tudo a envelhecer precocemente... e eu que nunca me tinha achado nenhuma brasa, considero que isto piora a olhos vistos, mas recuso-me, ouviram bem, recuso-me a tratamentos pouco naturais e equilibrados... ah, e já agora parem de me dar nomes de comprimidos milagrosos para a celulite, porque ela sempre teve lá, ok?

MANGO - E mi basta il mare

Um pouco do romance e o mar. Aquele que tanto te faz falta, aquele de que não te consegues separar, aquele que mesmo em silêncio tanta força te dá. Aquele que respeitas e anseias sempre em ti. Tu és o meu mar onde me afogo, revolto, esperneio... mas aquele onde quero sempre nadar no sonho de pelo menos uma vez ter conseguido... ser feliz.

Ando à procura de umas destas

À tua eterna lembrança...

Sempre estiveste apesar da recordação não ser nítida nos anos passados. Ultimamente mais consciente de ti, mais próxima, mais presencial. Tirei-te o retrato de quando boa e "rija". Partiste, mas não te quero perder de mim. PARA SEMPRE!

Eu não quero..

Bem, estive a olhar bem para o que tenho e as minhas prioridades. A vida não está fácil, mas cheguei à conclusão que mais de metade da minha roupa não me serve ou não gosto porque não fui eu que escolhi. Sim, a minha mãe ainda tem a mania de me comprar roupa à sua semelhança e estou farta de calças curtas. Tenho um telemóvel que eu acho que está optimo para a utilização que lhe dou, mas pelos vistos é da idade da pedra. Resumindo, tenho tantas prioridades que acabo por não escolher nenhuma. Fico por aqui, esperando que o meu peso estabilize para eu saber o que hei-de fazer à minha vida. Quanto ao telemóvel até que morra de vez, vai andando.

O casamento

Finalmente o casamento passou. Os noivos foram extremamente amáveis, estava tudo muito bem organizado e só pecou mesmo pelo facto do copo d´água ter sido servido apenas às 22 horas, quando eu já estava fartinha de ouvir falar francês, porque a família da noiva são só emigrantes. É que não entendo mesmo nada da língua, mas pronto... o que eu gostei mesmo foi de ter ido no Jaguar do sogro... esta é a minha faceta de capitalista, mas sem dúvida que tanto botão provoca comodidade e até fiquei a perceber que existem sítios em que se pode ultrapassar porque existem carros assim.

Gosto deste...

... mas dizem que tenho muitas curvas para o vestir. Ai a porra! Não percebo nada de moda.

A fé que não tenho

Gosto de igrejas, dão-me paz, gosto do silêncio e do cheiro... não gosto de religião, ou melhor, não gosto pelo que é dito e feito em nome da religião e porque não tenho propriamente uma crença. Aprendi a acreditar sobretudo em mim, mas convivo bem com a fé dos outros. Não digo que nunca mudarei de opinião porque nunca tive em nenhuma situação em que necessitasse de ajuda divina, como há-de ser a doença de um filho ou de alguém muito próximo... penso que o desespero faz milagres ao nível da fé (ou não). A minha avó não gosta de me ouvir falar assim... mas não entendo montes de coisas na religião e sempre tive alguma dificuldade em aceitar o que não entendo.
Ah, já que falamos em religião: porque é que os homossexuais não se podem casar?