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Mensagens

O meu guerreiro

Soubeste tão bem amparar-me, recolher-me no teu coração. Com as tuas rugas cansadas tomaste-me como tua e protegeste-me como sabias, pela forma como conhecias o mundo. Foste a minha base e quiseste-me feliz no topo do mundo. Querias o reconhecimento da minha diferença. Fui diferente, de facto, demasiadas vezes aparte e diferente. Não percebeste ou não tiveste capacidade para perceber que os outros podiam não me amar da forma como tu o fizeste. Acreditaste sempre na tua infinita capacidade de gostar. Casmurro, honesto, sempre pensaste mais com o coração do que com a razão.
Ainda te consigo ver... tão nitidamente que parece que nunca te foste. Penso muitas vezes em ti. Sinto falta da incondicionalidade do teu sentir. Choro por dentro quando penso que me abandonaste, mas no fundo tenho a certeza que nunca partiste. Quem em mim haverá sempre um bocadinho de ti, um pouco mais do teu sentir... e enquanto a minha recordação deixar nunca te deixarei partir... o guerreiro que sempre lutou por …

24 h

As minhas 24 horas são inabaláveis. Tento criar rotinas que nunca consigo cumprir. Definitivamente, não sou uma pessoa enérgica e não gosto muito que me apressem. Por vezes as 24 horas são demais, devíamos eliminar parte delas. As que quero esquecer e perdoar. Não sou prática. Tenho inseguranças e detesto o supérfulo. As minhas 24 horas podem ser pesadas, duras, pouco interessantes, como tabém muito badaladas, cansativas e empolgantes. Contudo um dia normal é:

8h - Levantar, tomar o pequeno almoço, higiene (sou um bocadinho lenta nestas tarefas porque funciono muito mal de manhã)
9h- Entro na escola (e aulinhas, substituições, cnl)
13:10 - Almocinho (com montes de criancinhas aos berros)
14:20 - Escolinha (aulinhas, substituições, cnl, apoio)
16:45 - Casa (ou reuniões)
17h - Caminhada (ou reuniões)
18h - Banhinho e descanso
20h- Jantarinho
21- Trabalhinho
1h - hora das séries (especialmente a Over There)
2h - Caminha (que amanhã é outro dia)

Estes são os dias mais ou menos chatos. Os outros não v…

Sozinha...

Agora estou sozinha. Dividida pelo pensamento da obrigação, da gratificação e da conjugação de sinais bons. À noite doi mais um pouco. A solidão entra-nos pela janela com o silêncio da lua. Escorrego na saudade de imaginar, de recordar e suspiro. Um suspiro magoadamente feliz, estranho, confuso e irrequieto. A paz de nunca estarmos sós, mas connosco vivos, certos, imemoráveis. Enumeração imaculada do que penso apenas ser agora.
Estendo-me à noite... quero ter tempo de sonhar sobre o cansaço que me vence e atrai para a ilusão involuntária. A insónia passou, pesadamente inerte: sonho, respiro... pelo nada. Sem conseguir implorar. A noite que me sonha inventada...

SaferNet assina acordo com teles

Ainda que se tomem todas as medidas necessárias, a pedofilia é sempre um risco. É necessário vigiar as nossas crianças, mas não podemos isolá-las, retirar-lhe os carinhos a que têm direito. Nem todos somos pedófilos e não podemos ter medo de tudo. Lido com crianças todos os dias e, por vezes, receio que o facto de uma festa se torne em assédio sexual.
Penso que ocorre com mais frequência no sexo oposto, mas nunca se sabe a que ponto chega o histerismo. Protecção sim, paranóia não.

Voltei

Vou regressar mais feliz, menos contente, mas com muita satisfação por regressar e sair das malhas do desemprego e da inércia que produz o desalento e o cansaço. Vou voltar para os ombros amigos, as festas originais e os passos de dança que me esforcei por não esquecer. Vou voltar, desta vez por mais tempo e com menos sobressalto, mais crescida e eficiente. Vou voltar e espero fazê-lo muitas vezes.
Aos que ficaram felizes com o meu regresso (os de cá e de lá), o meu muito obrigado por me acompanharem.

Um, Ninguém e Cem Mil - Luigi Pirandello

"E como se de súbito estas palavras se tivessem tornado, sei lá, de pedra, não pude ouvir o que Firbo me gritou entre dentes antes de se ir embora, furioso. Sei que sorria quando Quantorzo, que aparecera logo após a discussão, me arrastou consigo para a sala da direcção. Sorria para demonstrar que a violência já não era necessária e que tudo acabara, embora sentisse bem que nesse momento, enquanto sorria, teria podido matar alguém, de tal forma a severidade excitada de Quantorzo me irritava. Na sala da direcção pus-me a olhar em volta, espantado por o estranho aturdimento em que repentinamente caíra não me impedir de perceber clara e precisamente as coisas até quase me sentir tentado a troçar delas, acabando prepositadamente, no meio de feroz admoestação que Quantorzo me dava, por fazer algumas perguntas de uma curiosidade infantil acerca deste ou daquele objecto da sala. E entretanto, sei lá, quase automaticamente, pensava que o Stefano Firbo, quando era pequeno, lhe tinham nasc…

Tatuada

Trago tatuado no corpo o gosto das minhas recordações. O que sou, fui e serei transforma-se com o passar do tempo dos meus sonhos. Aprisionado em mim trago presentes doces e amargos, cheios de estranhos cheiros. Eu sou... quem fui, mas não sendo realmente transformada na cidadela da vida passada e sonhada. Os sonhos ficam, devoram, acompanham e ... permanecem...

Crise de identidade

Como é sabido ando com algumas crises comigo mesma. Nunca liguei muito ao aspecto físico, até porque para mim era tudo muito simplificado. Acontece que ultimamente me deparo com constantes comentários acerca do mesmo... e bolas! também tenho auto-estima. Eu sei que estou mais cheia desde que fui aos Açores, mas agora não é só isso... o meu próprio estilo, já não me parece o mais adequado... parece que tenho de crescer de uma vez... mas o pior é achar que isto está tudo a envelhecer precocemente... e eu que nunca me tinha achado nenhuma brasa, considero que isto piora a olhos vistos, mas recuso-me, ouviram bem, recuso-me a tratamentos pouco naturais e equilibrados... ah, e já agora parem de me dar nomes de comprimidos milagrosos para a celulite, porque ela sempre teve lá, ok?

MANGO - E mi basta il mare

Um pouco do romance e o mar. Aquele que tanto te faz falta, aquele de que não te consegues separar, aquele que mesmo em silêncio tanta força te dá. Aquele que respeitas e anseias sempre em ti. Tu és o meu mar onde me afogo, revolto, esperneio... mas aquele onde quero sempre nadar no sonho de pelo menos uma vez ter conseguido... ser feliz.

Ando à procura de umas destas

À tua eterna lembrança...

Sempre estiveste apesar da recordação não ser nítida nos anos passados. Ultimamente mais consciente de ti, mais próxima, mais presencial. Tirei-te o retrato de quando boa e "rija". Partiste, mas não te quero perder de mim. PARA SEMPRE!

Eu não quero..

Bem, estive a olhar bem para o que tenho e as minhas prioridades. A vida não está fácil, mas cheguei à conclusão que mais de metade da minha roupa não me serve ou não gosto porque não fui eu que escolhi. Sim, a minha mãe ainda tem a mania de me comprar roupa à sua semelhança e estou farta de calças curtas. Tenho um telemóvel que eu acho que está optimo para a utilização que lhe dou, mas pelos vistos é da idade da pedra. Resumindo, tenho tantas prioridades que acabo por não escolher nenhuma. Fico por aqui, esperando que o meu peso estabilize para eu saber o que hei-de fazer à minha vida. Quanto ao telemóvel até que morra de vez, vai andando.