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Mensagens

Para quê?

Para que são tantas reuniões, tanto tempo a tentar arranjar soluções para a preguiça das crianças, quando nem os pais fazem nada por eles?!?!
Sinto que estou a perder tempo essencial em prol daquilo que devia mesmo fazer: preparar aulas!! Então, eu perco o meu tempo, fico com os meninos, invento actividades de compensação de notas, dou-lhes na cabeça e a mãezinha, depois de avisada e de uma semana de férias, nem sequer vê se o filho tem o caderno em dia!!! Folhinhas, folhinhas e mais folhinhas e a resposta é: a professora não deu isso! Pudera, perdeu-se a folha da dita aula!
Só me apetece chegar às ministra e dizer-lhe: mande os pais para escola com os filhos e pode ser que eles aprendam qualquer coisa. Onde já se viu, o pai não deixa vir à escola, porque não concorda com a nota dela e então põe a filha de greve à escola!!!! Nem quero acreditar que perco tempo e mais tempo em reuniões que não dão em nadinha, porque ninguém deixa. Conselho ao ensino superior dos cursos de ensino: criem u…

opus - life is live 1985

Não tenho propriamente saudades da minha infância, nunca me senti assim tão protegida quanto isso, aliás, aprendi que só eu me posso proteger.... mas tenho muitas saudades de dar cabo da carpete da minha mãe a dançar esta música como uma doida!

Caminhos....

Há caminhos para o coração que a própria razão desconhece.

Voar...

Céu infinito, descontrolado, moribundo de sonhos inconscientes, vaidosos, monótonos pela inalcansável saciedade. Estando ali estarei mais feliz. Em voos infinitos que me alimentam e estreiam na possibilidade, só pela possibilidade. O quero ser, como quero ser, o que os outros querem sonhar não me invalida. Lá em cima, sou a mais feliz entre os felizes, ainda que o sonho não seja o alimento, é o sal. Tenho de me encontrar na base para subir, subir, subir... a luz que não quero ver, o sal áspero da vida que me traz presa à ilusão de crescer... lá em cima, no alto do que não sou e que ninguém vê.
O céu não é o fim, é o meio.

Parabéns pai!

Bem, tu que não gostas muito de envelhecer, inicias a quinta década. São cinquenta anos que muito viveste e invesntaste. Nunca deixarei de admirar a tua capacidade de sonhar. Mesmo quando tudo está a ruir à tua volta continuas a ter a tua realidade. São 50 anos de solidão, porque nunca soubeste estar acompanhado... porque ainda nem sabes que nada será como nos teus sonhos. Um coração que endurece, mas para o qual encontro sempre caminhos fáceis.O olhar que sempre reconheci como meu. Sou, sem dúvida, parte de ti! Por isso e porque o meu desejo é que sejas sempre muito feliz: parabéns pai! Hás-de ser sempre o homem com quem mais me identifico... afinal... quem sai aos seus...

Ai o tempo!

O tempo perguntou ao tempo quanto tempo o tempo tem....
Para quem passa a vida a planificar tudo e mais alguma coisa, é estranho que o tempo ainda me baralhe. O problema é que estou enclausurada. Às vezes o tempo parece interminável! Outras, e pensando a longo prazo, parece que parei no tempo. (Deve ser da convivência com os meus alunos!) Outras vezes pareço que ainda tenho muito para viver... como se não tivesse vivido muitas coisas, mas descubro que o próprio tempo não perdoa... e que ser adulto é muito mais do que desejaria.
Depois há o tempo que os outros acham que tenho de ter... que estou atrasada, que não tenho idade para isso.... mas se eu ainda nem sei como posso planificar a minha vida.... nem sei se quero!
O pior é que tenho muito tempo para ser feliz, mas pouco para deixar os outros felizes... e afinal... qual é o tempo mais importante da minha vida? O que já vivi, porque o posso guardar, o que ainda não vivi, porque também o quero guardar? E os outros? Conseguirei guardar o…

As linhas com que me coso

As linhas com que me coso são finas, fáceis de partir, quase imperceptíveis. É por isso que coloco botões grandes, daqueles que ninguém percebe qual a linha que os coseu. Os meus botões são a fotografia que quero dar, a parte sólida de mim. Por baixo fica o que me pode enfraquecer e quebrar, as minhas linhas que dão voltas e pontos (nunca finais), que formam nós que passam entre o tecido e pelos buracos dos botões. Não quero os nós, não quero as linhas, mas quero os botões. Não são uns botões quaisquer, são os MEUS botões. Aqueles que te dou para que não vejas nem as linhas, nem os nós. Por isso, os meus botões passam a ser os teus botões, e com eles levas os nós e as linhas, mas não te preocupes, só vais dar por eles daqui a muito tempo, e nessa altura pode ser que já tenhas dado os meus botões e assim, esses botões continuam a ser meus e não teus. Mais gastos, sem cor, desbotados, mas botões grandes e sólidos.

O meu guerreiro

Soubeste tão bem amparar-me, recolher-me no teu coração. Com as tuas rugas cansadas tomaste-me como tua e protegeste-me como sabias, pela forma como conhecias o mundo. Foste a minha base e quiseste-me feliz no topo do mundo. Querias o reconhecimento da minha diferença. Fui diferente, de facto, demasiadas vezes aparte e diferente. Não percebeste ou não tiveste capacidade para perceber que os outros podiam não me amar da forma como tu o fizeste. Acreditaste sempre na tua infinita capacidade de gostar. Casmurro, honesto, sempre pensaste mais com o coração do que com a razão.
Ainda te consigo ver... tão nitidamente que parece que nunca te foste. Penso muitas vezes em ti. Sinto falta da incondicionalidade do teu sentir. Choro por dentro quando penso que me abandonaste, mas no fundo tenho a certeza que nunca partiste. Quem em mim haverá sempre um bocadinho de ti, um pouco mais do teu sentir... e enquanto a minha recordação deixar nunca te deixarei partir... o guerreiro que sempre lutou por …

24 h

As minhas 24 horas são inabaláveis. Tento criar rotinas que nunca consigo cumprir. Definitivamente, não sou uma pessoa enérgica e não gosto muito que me apressem. Por vezes as 24 horas são demais, devíamos eliminar parte delas. As que quero esquecer e perdoar. Não sou prática. Tenho inseguranças e detesto o supérfulo. As minhas 24 horas podem ser pesadas, duras, pouco interessantes, como tabém muito badaladas, cansativas e empolgantes. Contudo um dia normal é:

8h - Levantar, tomar o pequeno almoço, higiene (sou um bocadinho lenta nestas tarefas porque funciono muito mal de manhã)
9h- Entro na escola (e aulinhas, substituições, cnl)
13:10 - Almocinho (com montes de criancinhas aos berros)
14:20 - Escolinha (aulinhas, substituições, cnl, apoio)
16:45 - Casa (ou reuniões)
17h - Caminhada (ou reuniões)
18h - Banhinho e descanso
20h- Jantarinho
21- Trabalhinho
1h - hora das séries (especialmente a Over There)
2h - Caminha (que amanhã é outro dia)

Estes são os dias mais ou menos chatos. Os outros não v…

Sozinha...

Agora estou sozinha. Dividida pelo pensamento da obrigação, da gratificação e da conjugação de sinais bons. À noite doi mais um pouco. A solidão entra-nos pela janela com o silêncio da lua. Escorrego na saudade de imaginar, de recordar e suspiro. Um suspiro magoadamente feliz, estranho, confuso e irrequieto. A paz de nunca estarmos sós, mas connosco vivos, certos, imemoráveis. Enumeração imaculada do que penso apenas ser agora.
Estendo-me à noite... quero ter tempo de sonhar sobre o cansaço que me vence e atrai para a ilusão involuntária. A insónia passou, pesadamente inerte: sonho, respiro... pelo nada. Sem conseguir implorar. A noite que me sonha inventada...

SaferNet assina acordo com teles

Ainda que se tomem todas as medidas necessárias, a pedofilia é sempre um risco. É necessário vigiar as nossas crianças, mas não podemos isolá-las, retirar-lhe os carinhos a que têm direito. Nem todos somos pedófilos e não podemos ter medo de tudo. Lido com crianças todos os dias e, por vezes, receio que o facto de uma festa se torne em assédio sexual.
Penso que ocorre com mais frequência no sexo oposto, mas nunca se sabe a que ponto chega o histerismo. Protecção sim, paranóia não.

Voltei

Vou regressar mais feliz, menos contente, mas com muita satisfação por regressar e sair das malhas do desemprego e da inércia que produz o desalento e o cansaço. Vou voltar para os ombros amigos, as festas originais e os passos de dança que me esforcei por não esquecer. Vou voltar, desta vez por mais tempo e com menos sobressalto, mais crescida e eficiente. Vou voltar e espero fazê-lo muitas vezes.
Aos que ficaram felizes com o meu regresso (os de cá e de lá), o meu muito obrigado por me acompanharem.