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O meu coração

Queria ter a lezíria, recordar como a sentia tão minha e parte de mim. Reconhecê-la como casa, ter saudades desse cheiro de Tejo meu. Sem pátria no coração... já não tenho lezíria... já não corro no Tejo! Aquele Tejo da saudade perdida nos percursos indiscretos que vieram desaguar ao mar! É a ordem natural das coisas? Não, é a ordem que eu escolhi, do Tejo cheio e farto que corre e corroi na ânsia de crescer pelo caminho mais longo e tortuoso. A lezíria das estradas largas são as veias que vou enchendo de sal e... de sinónimos do que procuro, do que não encontro, do que perdi para me encontrar.
A minha lezíria... não a nego... mas já não a reconheço nas largas margens dos salgueirais do Tejo!

Salvador

Por quem és te vais tornar na aventura do amadurecimento. Sonhar com o que não podemos ter. Libertar-me do sonho do incerto. Saudades do que fui, do que me vou tornar. Nada é linear! Viver para aprender a perder. Ainda que não compreendas a perda de um gesto, do momento que queres lucrar em dobro. A perda de tudo o que construiste a sonhar... por um gesto, por um sorriso, por um sonho novo!
E quando se acabarem os sonhos?! Vais perder e ganhar-te, vais sorrir e vencer... mais uma etapa, mais um sonho perdido nas asas negras do mistério incompreendido.

Doce, docinho...

A vantagem de estar mais magra: comer sem sabor a pecado.

O que sou

Bocadinhos de mim, do meu mundo, das minhas casinhas de recordações guardadas nas dores que teço em silêncio e sorrindo... as palavras saem, jorram de ondas sinistras e impiedosas de esconderijos... em mim navego para te encontrar, para me esquecer que à tona sobrevivo e é dentro que me guardo e escondo. Não sou o livro aberto que julgam ler, não sou o que quero ser... sou um condominio em que coabito com os meus vários eus e me afundo na imensidão da conquista inacabada. Quantas vezes me descobriste? Quantas pensas ter-me descoberto? Embora jures que me conheces, acredita que nunca me chegaste a ver!

Olha o puto!!!

Até já a formiga tem catarro!

Cama...

Porque será que não me apetece sair da cama? Isto de ter problemas e sono só me cansa!!!

Altos voos... grandes quedas

Inseguro e perdido o voo no incerto abismo do que és. Perdido na vida do que queres ser. Aprendeste a voar, terás de aprender a cair. Ergue-te! Experimenta-te! Recolhe- te ao valor de te descobrires frágil e inseguro. Assegura-te das tuas respostas, esconde os medos de nunca puderes ser e olha longe, sem dor, com medo, porque é ele que te dá a sobrevivência, é ele que te protege da queda dura e fria da ilusão perdida... Se podes ser feliz? Podes, claro que sim. Tens apenas de ter noção de que a felicidade nunca será eterna... mas até lá... voa o mais alto que puderes, porque é no topo do voo que encontrarás a felicidade extrema. E afinal, a tua melhor verdade será que a felicidade nunca é eterna.

Desterrada

Encontro-me assim, sem terra, sem chão, sem piso nem voo que me alente a emoção de estar. Só... encontro-me igual ao que fui... triste, mas cheia de coragem. Baixo a cabeça, mas nunca a luta... perdida encontro-me no estado sucinto do que não queria, mas onde me perdi. Consciente que estou, sinto-me mais forte... nasci para me erguer e vivi para merecer provar que me elevo além do sonho, além da solidão, além da tristeza que corroi, mata, tortura em passos trémulos, mas certeiros. Hoje, sou um anjo desiludido, caído do alto dos meus sonhos!

À deriva...

A água, o sal... a força de me procurar, de me esconder, de me reaver, de me sentir para não sentir mais... a força. Quando quiseres... fica, vai, mas não te escondas... como eu.

Sozinha...

mais uma vez...