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Mensagens

Agir

Agir, eis a iteligência verdadeira. Serei o que quiser. Mas tenho que querer o que for. O êxito está em ter êxito, e não em ter condições de êxito. Condições de palácio tem qualquer terra larga, mas onde estará o palácio se não o fizerem ali?
Livro do Desassossego

"Presságios de fogo"

Terminei a leitura deste título que muito me agradou. Tal como a autora, Mario Zimmer Bradley, já nos habituou estamos perante um livro que defende a figura feminina de forma arrebatadora. Desta feita temos Cassandra, jovem profetisa insatisfeita com o papel social da mulher, mas que não pode deixar de o ser. Ela é filha do rei Príamo, obcecado pela defesa da cidade de Troia, mas que não ouve as mensagens dos Deuses por virem da boca de uma mulher. Gémea de Páris que é pastor e gémeo abandonado devido a um culto de que filhos gémeos trazem azar. Ela vê pelos seus olhos, o que não lhe garante uma maior aproximação do irmão quando finalmente é reconhecido pelo Rei - pai. Pela sua insatisfação é criada pelas amazonas, mulheres guerreiras que não arriscam a presença masculina para além da reprodução, mas que pela fraqueza feminina e guerra masculina acabam por ser exterminandas. Cassandra sucumbe à beleza de Eneias quando tinha prometido a sua virgindade ao Deus Sol, acaba por ter um fil…

Brandos costumes...

Somos um país de brandos costumes, a nossa história demonstra que nem fomos maus colonizadores, durante o salazarismo fomos capazes de fazer uma revolução pacífica, mas já não somos uma país iletrado, ainda que os doutores e licenciados nos tenham feito algum bem. Estamos cansados! Vejo pais que lutaram toda a vida para puderem dar um futuro aos filhos, cumpriram a sua parte e os filhos continuam debaixo do seu teto sem saber bem o que fazer com o tanto que lhe deram. Pais, filhos e todas as classes profissionais estão desencantadas e forçosamente com o futuro hipotecado e desmotivados para o que aí não vem. O pais envelhece porque não há novos, já todos estamos velhos, os casais não têm filhos porque não há educação, não há saúde...os pilares da sociedade ameaçam ruir e por pouco sempre os nossos brandos costumes vão aguentar a fome dos nossos filhos.

A quinta-feira dos pássaros

O livro de que vos vou falar foi comprado em desespero de causa. Viajo muito e, normalmente, a minha companhia resume-se aos livros que devoro nas horas de espera ou para me abstrair de meios de transporte que não me agradam. Assim, e fazendo mal as contas ao meu ritmo de leitura deixei que me acabasse o livro numa ilha sem muitos recursos para onde fui de férias. Corri tudo o que foram lojas ou superficies comerciais que me pudessem saciar o vicio, mas nada... começava a ficar desesperada... até que dei com uma papelaria multifunções! Entrei com desconfiança e apercebi-me que não existia qualquer tipo de lógica na organização dos livros (ou até mesmo amostras de), pelo que entretive-me um tempinho a tentar perceber se existia alguma coisa que valesse a pena. Excluindo os clássicos escolares que tão bem conheço ficava com pouca opção de escolha, mas lendo um bocadinho daqui e informações de autores dali, a senhora da loja que queria ir almoçar apressou a minha escolha: A quinta-feir…

"Por favor, pai, não..."

Comprei este livro numa feira do livro por 3,9 euros. Apesar de me agradar a temática, fiquei com dúvidas acerca da qualidade do mesmo. Bem, é um livro fortíssimo, em que por vezes tive de parar de ler para "digerir" a história relatada. Trata-se de um livro autobiográfico, em que uma criança é sujeita a todo o tipo de abusos, quer físicos, quer psicológicos, passando pela marginalidade e pela consciência das mazelas de uma vida de maltratos. A criança acaba por matar aquele que conheceu como pai, mas sem conseguir livrar-se das marcas profundas que este lhe deixou e à sua família. O livro tem boa qualidade, especialmente ao nível das folhas. Recomendo a sua leitura como forma de alterarmos mentalidades e de estarmos mais atentos ao que nos rodeia. "Todos sabiam porque tinha sido preso, mesmo antes de chegar à prisão, porque a notícia tinha corrido nos jornais e na televisão. Fiquei surpreendido com o número de reclusos que se aproximaram de mim para me apertarem a mão…

O caderno de Maya

"O caderno de Maya", de Isabel Allende voltou a conquistar-me, a sua escrita tão realista com o apimentar da cultura chilena é sempre um misto de curiosidade e realidade. Desta vez relata-nos a história de Maya Vidal, uma adolescente com problemas de dependência e com uma família muito peculiar. Este relato é feito na 1ª pessoa, como quem escreve um diário, Maya descobre os prazeres da escrita e descobre-se nas adversidades da sua história e faz história. Não sendo uma história verídica, poderia sê-lo, com marcas de modernidade e emocões facilmente identificadas como nossas, a ocorrências desfazem-se entre laços de gerações e marcas generosas de amor. Não sendo um livro lamechas, é sem dúvida o estilo de Isabel Allende. Pela mão dela conhecemos Chiloé, com os seus hábitos e gentes, com os seus vícios e virtudes, com a chama da vida que se herda em atos contínuos de erros culturais e tradições milenares. Porque assim é a vida...mais uma vez, fiquei rendida ao seu discurso e …
Começou agosto e é impossível não pensar na incógnita que me espera. Por aqui está tudo visto, as saudades passaram, o tempo começa a ser demasiado longo e a roupa demasiado curta. Falta ainda a segunda etapa das férias, mas o que eu queria mesmo era saber que elas terminavam!

Agora vai...ou não!

Eu nem quero ver, mas entre mortos e feridos...ninguém se safa!
No prosseguimento do livro A casa das sete melheres, acabei de ler recentemente Um farol no pampa. Desta vez somos guiados pela voz de António e continuamos a ouvir Manuela. O grande protagonista é Matias, o meio indio que se enamorou por Inácia, confinada à tristeza e com uma morte precoce. Este António revela-nos a continuação da familia, as grandes guerras e o decair do valor do amor. António que se apaixona pelo pampa e pelo fantasma da filha daquela que foi o grande amor de seu pai. Não tão bom como o primeiro, mas não conseguimos deixar de querer saber o desfecho das personagens que nos acompanharam. E ficamos definitivamente por aqui.

"Essas cousas de morrer são sempre traiçoeiras, tinha le dito a vó certa vez.
Vó Antónia falava muito de morte.
Parecia que estava adivinhando."


Ainda o ano letivo não terminou e já comecei a sonhar com as incertezas...todos os anos a mesma coisa, mas porque tudo piora, começa cada vez mais cedo esta ansiedade. O que acontecerá para o próximo ano? Onde estarei? Não quero largar os meus pequenos!
E a minha vida? Para quando fica? Tanto caminho e tão pouca força!
A última oportunidade foi aproveitada pelo menos por alguns! Valha-nos isso! Estou tão contentinha! lol
Por favor, por favor... espero que sejam muito melhor: last chance!
Apesar das leis variadas e subjetivas emanadas pelo nosso ministério da educação, parece-me óbvia quanto à presença dos professores em CT. Então, não consigo perceber porque é que o CE da minha escola insiste em que eu não esteja presente na reunião de avaliação! Mesmo após os inúmeros avisos da minha parte acerca da falta prevista para o referido dia e sobretudo pela importância da disciplina numa turma que já tem bastantes problemas.
Hoje, sentei-me e pensei... afinal até valeu a pena trabalhar nas folgas para trazer o cheiro dos livros até aqui. No entanto, os ilustres não apareceram! Ohhhh que pena!
Sou tia!!!!!!
Por amor da santa....


Desde quando é que os trabalhos voluntários passam a ser obrigatórios? Quando somos contratados e avaliados!
Repete-se...

Repetem-se as mesmas notas, sem alteração... que fazer mais? que mais estratégias se podem adotar? que motivação se pode dar a alunos que transitaram sem esforço, sem bases, sem ferramentas para prosseguir para a etapa seguinte? Continuar a insistir em preparar alunos que sejam capazes de evoluir? Como? se as notas dos meus alunos, supostamente demonstram a minha incompetência? Como não sentir frustração perante tamanho caos? Não consigo desistir, mas não posso evitar a frustração e a irritação de ver colegas sem coluna vertebral que pensam apenas em si e esquecem-se que os alunos são também humanos e futuros profissionais.
Chuva

O tempo está como eu: chuvoso e com cara de poucos amigos. Que as lágrimas caiam e deixem sorrir o sol.
Desespero
A turma de 5º ano tem dificuldades evidentes; os alunos sabem, os professores desesperam e os pais tentam ignorar. Hoje realizou-se a ficha de verificação de conhecimentos. Pergunta: - Estão preparados? - Sim. - Estudaram muito? - Mais ou menos. Ao passear pela sala deteto o evidente, a maior parte das mochilas estão iguais a sexta feira. Alarme total, para estudar era absolutamente necessário a Guia Gramatical e o manual, ora se estes materiais não sairam da mochila como é possível que tenham estudado? Pior, não será evidente que convém trazer canetas para uma prova?! Alás, mais que uma, como estão sobejamente avisados. No final, quando interpelados com tamanha evidência, respondem muito ofendidos: - A professora é má. Segunda pergunta nos meus pensamentos: Será que os pais passaram o fim de semana com eles? Até tenho medo de corrigir as provas!
Os pais e a leitura
Tento ser coerente e perceber a situação dos pais, mas de facto não compreendo uma série de coisas. Quando assumimos a responsabilidade de ter um filho, considero que devemos tentar fazê-lo da melhor forma possível. É certo que os tempos não são fáceis, mas que a falta de tempo e de dinheiro não sirva de desculpa para todo o género de irresponsabilidades. E são muitas... Tento, nas minhas aulas, estimular o gosto pela leitura através de todo o tipo de atividades que sirvam esse propósito, mas obviamente que não poderei estimular os pais. Hoje, no Clube de Leitura, e porque a escola tenta a todo o custo eliminar a falta de hábitos culturais, foi realizado um inquérito acerca dos hábitos de leitura familiares. Detetou-se que a maior parte das revistas que aparecem pelas casas são as "cor-de-rosa" e a maior parte dos alunos nem sequer se lembra de ter visto os pais com livros na mão a não ser para lhes limpar o pó e, ainda assim, quando os há lá por casa. Is…