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Mensagens

a solidão dos números primos

Acabei ontem de ler este livro e ainda que não tenha sido desinteressante, não é o tipo de livro a que estou habituada a rever-me. Houve capítulos que li com sofreguidão e outros em que travei durante dias. Este livro fala-nos sobre as vidas de Mattia e Alice em paralelo, mas quase sempre entrelaçadas por silêncios cúmplices. Acompanhamos a sua história desde a infância até à idade adulta com algumas elipses temporais, ele, um jovem traumatizado por ter abandonado deliberadamente a sua irmã gémea com necessidades específicas na beira de um rio, esta nunca mais apareceu. Ela traumatizada por uma queda em que ficou com uma deficiência física, mas que não a impede de viver de forma quase normal. Eles criam os seus fantasmas, lutam contra eles e encontram-se no caminho da vida, onde se reconhecem como dois estranhos de partilhada dor. No entanto, e apesar de ser explícito o que os une o amor que criam entre si, as personagens não ficam juntas por falta de coragem... talvez perante a vida…

Autores

Estou habituada a ler autores, "velhos" e com ar de intelectual e nas minhas pesquisas sobre o autor do livro que ando a ler eis que descubro uma verdadeira brasa, novinho e pelos vistos, inteligente. Ele é doutorado em Física de Partículas e já ganhou dois prémios com o seu primeiro romance (e o meu atual livro de cabeceira) "solidão dos números primos". Ora vejam:

Mágoas da escola

Lê-se bem, é de compreensão fácil, mas...demasiado instantâneo para mim. Apesar das excelentes referências e criticas que li acerca deste livro, não gostei. Acho que esperava outra coisa. Ainda assim, acho que vale a pena!      "É essa a mensagem.        O «Faze-lo de propósito» dos adultos alia-se ao «Eu não o fiz de propósito» apresentado pelas crianças uma vez cometida a tolice.        Proferida com veemência, mas sem grandes ilusões, o «Eu não o fiz de propósito» encadeia quase automaticamente uma das seguintes respostas:        - Espero bem que não!        - Tanto melhor!        - Não faltava mais nada!"      O autor é Daniel Pennac e consta que seja um entendido na matéria pedagógica. Este livro foi galardoado com o Prémio Renaudot 2007.

Cansada de não ser...

Às vezes penso que cumpri muito pouco do que sonhei. Fui engolida pelo mundo! Sinto que o momento que me contenta são aqueles em reconheço o cheiro, os sorrisos, os olhares, os descubro na imensidão do que fui e sonhei. Sinto-me triste porque estar deste lado é ingrato, tão ingrato como não ter tempo para vocês porque alguém acha que só nos relatórios, nas atas, nos PITs, PIs, atividades...só no papel é que vocês se materializam para nós. Não é verdade! É naquele momento em que pensam que não vos vigiam que vos admiro pelos vossos sonhos, pelo que são, pelos erros que ainda não cometeram, pela solidão que ainda não encontraram e vocês não sabem... que é aí que respiro e penso que tenho razão, que o meu mundo vos pertence, que sonhei para sempre, que é dos vossos sonhos que me alimento, que sobrevivo aos não gostos e às secas são tão partilhadas e tão vazias de vós. Um dia sonhei, ainda sonho, sabiam? Teimo em não ceder à violência de não resistir, teimo em não ser vencida pelo cansaç…

Agir

Agir, eis a iteligência verdadeira. Serei o que quiser. Mas tenho que querer o que for. O êxito está em ter êxito, e não em ter condições de êxito. Condições de palácio tem qualquer terra larga, mas onde estará o palácio se não o fizerem ali?
Livro do Desassossego

"Presságios de fogo"

Terminei a leitura deste título que muito me agradou. Tal como a autora, Mario Zimmer Bradley, já nos habituou estamos perante um livro que defende a figura feminina de forma arrebatadora. Desta feita temos Cassandra, jovem profetisa insatisfeita com o papel social da mulher, mas que não pode deixar de o ser. Ela é filha do rei Príamo, obcecado pela defesa da cidade de Troia, mas que não ouve as mensagens dos Deuses por virem da boca de uma mulher. Gémea de Páris que é pastor e gémeo abandonado devido a um culto de que filhos gémeos trazem azar. Ela vê pelos seus olhos, o que não lhe garante uma maior aproximação do irmão quando finalmente é reconhecido pelo Rei - pai. Pela sua insatisfação é criada pelas amazonas, mulheres guerreiras que não arriscam a presença masculina para além da reprodução, mas que pela fraqueza feminina e guerra masculina acabam por ser exterminandas. Cassandra sucumbe à beleza de Eneias quando tinha prometido a sua virgindade ao Deus Sol, acaba por ter um fil…

Brandos costumes...

Somos um país de brandos costumes, a nossa história demonstra que nem fomos maus colonizadores, durante o salazarismo fomos capazes de fazer uma revolução pacífica, mas já não somos uma país iletrado, ainda que os doutores e licenciados nos tenham feito algum bem. Estamos cansados! Vejo pais que lutaram toda a vida para puderem dar um futuro aos filhos, cumpriram a sua parte e os filhos continuam debaixo do seu teto sem saber bem o que fazer com o tanto que lhe deram. Pais, filhos e todas as classes profissionais estão desencantadas e forçosamente com o futuro hipotecado e desmotivados para o que aí não vem. O pais envelhece porque não há novos, já todos estamos velhos, os casais não têm filhos porque não há educação, não há saúde...os pilares da sociedade ameaçam ruir e por pouco sempre os nossos brandos costumes vão aguentar a fome dos nossos filhos.

A quinta-feira dos pássaros

O livro de que vos vou falar foi comprado em desespero de causa. Viajo muito e, normalmente, a minha companhia resume-se aos livros que devoro nas horas de espera ou para me abstrair de meios de transporte que não me agradam. Assim, e fazendo mal as contas ao meu ritmo de leitura deixei que me acabasse o livro numa ilha sem muitos recursos para onde fui de férias. Corri tudo o que foram lojas ou superficies comerciais que me pudessem saciar o vicio, mas nada... começava a ficar desesperada... até que dei com uma papelaria multifunções! Entrei com desconfiança e apercebi-me que não existia qualquer tipo de lógica na organização dos livros (ou até mesmo amostras de), pelo que entretive-me um tempinho a tentar perceber se existia alguma coisa que valesse a pena. Excluindo os clássicos escolares que tão bem conheço ficava com pouca opção de escolha, mas lendo um bocadinho daqui e informações de autores dali, a senhora da loja que queria ir almoçar apressou a minha escolha: A quinta-feir…

"Por favor, pai, não..."

Comprei este livro numa feira do livro por 3,9 euros. Apesar de me agradar a temática, fiquei com dúvidas acerca da qualidade do mesmo. Bem, é um livro fortíssimo, em que por vezes tive de parar de ler para "digerir" a história relatada. Trata-se de um livro autobiográfico, em que uma criança é sujeita a todo o tipo de abusos, quer físicos, quer psicológicos, passando pela marginalidade e pela consciência das mazelas de uma vida de maltratos. A criança acaba por matar aquele que conheceu como pai, mas sem conseguir livrar-se das marcas profundas que este lhe deixou e à sua família. O livro tem boa qualidade, especialmente ao nível das folhas. Recomendo a sua leitura como forma de alterarmos mentalidades e de estarmos mais atentos ao que nos rodeia. "Todos sabiam porque tinha sido preso, mesmo antes de chegar à prisão, porque a notícia tinha corrido nos jornais e na televisão. Fiquei surpreendido com o número de reclusos que se aproximaram de mim para me apertarem a mão…

O caderno de Maya

"O caderno de Maya", de Isabel Allende voltou a conquistar-me, a sua escrita tão realista com o apimentar da cultura chilena é sempre um misto de curiosidade e realidade. Desta vez relata-nos a história de Maya Vidal, uma adolescente com problemas de dependência e com uma família muito peculiar. Este relato é feito na 1ª pessoa, como quem escreve um diário, Maya descobre os prazeres da escrita e descobre-se nas adversidades da sua história e faz história. Não sendo uma história verídica, poderia sê-lo, com marcas de modernidade e emocões facilmente identificadas como nossas, a ocorrências desfazem-se entre laços de gerações e marcas generosas de amor. Não sendo um livro lamechas, é sem dúvida o estilo de Isabel Allende. Pela mão dela conhecemos Chiloé, com os seus hábitos e gentes, com os seus vícios e virtudes, com a chama da vida que se herda em atos contínuos de erros culturais e tradições milenares. Porque assim é a vida...mais uma vez, fiquei rendida ao seu discurso e …
Começou agosto e é impossível não pensar na incógnita que me espera. Por aqui está tudo visto, as saudades passaram, o tempo começa a ser demasiado longo e a roupa demasiado curta. Falta ainda a segunda etapa das férias, mas o que eu queria mesmo era saber que elas terminavam!

Agora vai...ou não!

Eu nem quero ver, mas entre mortos e feridos...ninguém se safa!
No prosseguimento do livro A casa das sete melheres, acabei de ler recentemente Um farol no pampa. Desta vez somos guiados pela voz de António e continuamos a ouvir Manuela. O grande protagonista é Matias, o meio indio que se enamorou por Inácia, confinada à tristeza e com uma morte precoce. Este António revela-nos a continuação da familia, as grandes guerras e o decair do valor do amor. António que se apaixona pelo pampa e pelo fantasma da filha daquela que foi o grande amor de seu pai. Não tão bom como o primeiro, mas não conseguimos deixar de querer saber o desfecho das personagens que nos acompanharam. E ficamos definitivamente por aqui.

"Essas cousas de morrer são sempre traiçoeiras, tinha le dito a vó certa vez.
Vó Antónia falava muito de morte.
Parecia que estava adivinhando."


Ainda o ano letivo não terminou e já comecei a sonhar com as incertezas...todos os anos a mesma coisa, mas porque tudo piora, começa cada vez mais cedo esta ansiedade. O que acontecerá para o próximo ano? Onde estarei? Não quero largar os meus pequenos!
E a minha vida? Para quando fica? Tanto caminho e tão pouca força!
A última oportunidade foi aproveitada pelo menos por alguns! Valha-nos isso! Estou tão contentinha! lol
Por favor, por favor... espero que sejam muito melhor: last chance!
Apesar das leis variadas e subjetivas emanadas pelo nosso ministério da educação, parece-me óbvia quanto à presença dos professores em CT. Então, não consigo perceber porque é que o CE da minha escola insiste em que eu não esteja presente na reunião de avaliação! Mesmo após os inúmeros avisos da minha parte acerca da falta prevista para o referido dia e sobretudo pela importância da disciplina numa turma que já tem bastantes problemas.
Hoje, sentei-me e pensei... afinal até valeu a pena trabalhar nas folgas para trazer o cheiro dos livros até aqui. No entanto, os ilustres não apareceram! Ohhhh que pena!
Sou tia!!!!!!
Por amor da santa....


Desde quando é que os trabalhos voluntários passam a ser obrigatórios? Quando somos contratados e avaliados!