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Mensagens

Again...

Hoje foi tarde de...

...toiros à corda!

Zé zé Camarinha

A ideia que tinha deste senhor piora de cada vez que o oiço: machista, materialista, cobarde, egocêntrico, infantil e terrivelmente chato! Os meus meninos tinham muito para lhe ensinar!

Catarina, a Grande

Este livro, cuja autora é Silvia Miguens, agradou-me. Conta a história da czarina Catarina, conhecida pelos mais próximos como Figchen. Nascida para reinar, conviveu com as intrigas do poder e as malhas da suprema ambição. Procurou em todos os homens o amor de Georgie, seu tio e primeiro amor. Apaixonou-se pela Rússia, sendo alemã, tornou-se uma mulher de força e com força que, a dada altura, cegou pelo poder e colocou-o acima da emoção. Odiada por muitos, amada por outros e sempre apaixonada. Julgada por todos, como as mulheres de carácter sempre o são.
A minha edição é da Casa das Letras e possui 303 páginas.

"- Ninguém poderia tê-lo expressado melhor - disse o embaixador Ségur, entregando-me um copo.
- Meu querido Ségur, sempre galante... Mas é apenas uma brincadeira. Sabe que não poderia tolerar coisa alguma se não fosse pelos amigos.
- E pelas amigas - esclareceu a minha Dagchov, que não se separava de nós desde que fora nomeada por mim diretora da Academia Russa, perante o des…

Está na hora...

de abrir a semana. Bora lá!

Mimos

Os meus alunos têm sido muito generosos no que toca a mimos. Estou a falar de turmas de secundário, onde já não existe uma tendência tão espontânea para a demonstração de afectos  mas eis que numa aula em que voltam a insistir: - A professora tem a certeza que se nós escrevermos uma carta, eles não a deixam ficar cá? É que não é justo, as suas aulas são as que passam mais rápido e nós aprendemos.
No mesmo dia, mas noutra turma: - A professora para onde é que quer ir para o ano. Eu acho que era boa ideia ficar connosco. A professora vai ter montes de saudades nossas e nós também, vale mais ficar cá...
Digam lá que não vale a pena receber estes miminhos? Por vocês, contínuo a acreditar que sonhar é possível.

Meta final

Estamos quase a terminar o ano letivo e os trabalhos vão-se acumulando, mas já me cheira a despedida e com ela a saudade. Estou cansada, saturada desta estrada que nunca mais termina e, no entanto, não consigo desviar-me deste caminho cada vez mais só, cada vez mais incompreendido, cada vez mais esforçado por um fardo maior, com penalizações irrecuperáveis e estratégias. A cada ano que passa, as descargas são mais violentas, a vontade de construir o sólido permanece numa gaveta, aguarda uma oportunidade que se converta. Chegará, não chegará? Não me parece, mas permaneço. Avanço...paro, mas sei que preciso de sobreviver. E eu preciso de acreditar que vivo.

Triste!

Sabia melhor, mas não entendo o que aconteceu.

Se ele não chega... morro!

Já me esqueci...

... do número de vezes que fiquei constipada este inverno. Se ele não acaba, não sei se sobrevivo.

Avião e...

...mau tempo, seguido de barco... hum...cheira-me que é melhor comer pouco!

Palco

E cada vez que vejo um palco...algo mexe cá dentro! Um dia voltarei ou voltarão outros pela minha mão!

Dia mundial do livro

E para comemorar este dia especial deixo uma sugestão apelativa mesmo para aqueles que habitualmente não costumam ler. Chama-se "Noite"e conta a história verídica de Elie Wiesel, uma criança que sobrevive ao holocausto e analisa de forma objetiva e com o devido distanciamento, todo o processo de pressão, prisão e libertação pelo qual passou. Para os apreciadores de Anne Frank, será uma excelente oportunidade de aprofundar esta área. A minha edição é da Texto e possui 133 páginas de leitura rápida e interessante. Recomenda-se!

"Agnes Grey"

A minha edição é da Europa América, tem 141 páginas de uma letra imprópria para míopes e uma tradução de Rita Guerra que quase me fez desistir de ler o livro. Alguém se esqueceu de fazer a revisão desta obra, a julgar pelo número de erros grosseiros nela contidos.
Gosto muito dos estilos de qualquer das irmãs Bronte, sobretudo pela ousadia de sublimarem a visão da mulher na época em que viveram.
Este livro conta a história de Agnes Grey, uma jovem que viveu protegida por uma mãe racionalista e um pai sonhador, que ousou sair do ninho protector do seu lar e descobrir a crueldade de uma sociedade que vive de posições sociais, ostentação e conveniências. É um romance com um final feliz, como não poderia deixar de ser, em que a nossa heroína encontra o amor pela inteligência e vive feliz para sempre...

"- Porquê minha querida, pensei que tivesse sofrido o suficiente.
- Eu sei - disse eu - que nem toda a gente é como o Sr. e a Sra. Bloomfield...
- Alguns são piores - interrompeu a minha…

Ultimamente tenho recebido destes miminhos...

Hoje, durante a aula, uma aluna perguntou-me:
- Professora, gostava de ficar aqui para o ano?
- Gostava, mas não sei se será possível.
- Se a professora concorrer e nós fizermos uma petição para que fique cá, será que eles deixam?
- Acho que não, mas já me sinto muito lisonjeada por terem pensado nisso.
- Mas deviam deixar, afinal somos nós que estamos convosco todos os dias, devíamos ser ouvidos também.

Adorei que se tivessem preocupado em poder fazer alguma coisa por mim. Este é o melhor ordenado que me pagam.

No final da aula, um colega com alguns problemas disciplinares veio contar-me o que se passou com outro professor da turma. Disse-lhe que tinha perdido a razão a partir do momento em que insultou e ameaçou o professor. Ele respondeu:
- Mas ele precisava de ouvi-las e eu digo as coisas é na cara.
Perguntei-lhe:
- Se fizesse algo que não gostasses, também ias querer bater-me?
- Não, mas eu gosto de si, é diferente... Talvez tenha razão, mas agora já está.
- E vais pedir desculp…

Crónica

No âmbito do estudo da crónica surge uma pergunta relativa a um título e pergunto:
- Como é que se beija uma mulher?
Resposta imediata em todas as turmas de algum aluno:
- Com a boca.
- A sério?!?!?!?!
Devagarinho, lá perceberam que há muitas mulheres nas nossas vidas e muitos tipos de beijo. Viva as hormonas!!!!!

Não há mais nada para inventar...

que lixe os professores contratados?!?!?! Estou tão irritada que é melhor não continuar a escrever.
Caros governantes, neste momento, odeio-vos!

Aqui vamos nós outra vez...

"Doze casamentos felizes"

Doze casamentos felizes, é uma obra de Camilo Castelo Branco. Possuo a edição da Europa-America, com 175 páginas.
Gostei dos doze casamentos descritos, apesar de considerar que podem tornar-se repetitivos e há algum risco de se misturarem as diferentes relações. Contudo, é uma escrita muito própria do autor e que deve ser lida de forma pausada e com alguma concentração devido ao uso de frases longas e vocabulário erudito.