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Mensagens

Humildade

... não precisa de ser apregoada!

De partida...

...ando ansiosa pela partida. Sinto-me saturada de nada e de tudo, sem paciência, sem vontade de me sentir agradecida. A verdade é que aqui não acho que tenha de agradecer, não senti que me tivessem feito o que quer que fosse que tivesse de reconhecer com o meu agradecimento, mas, incrivelmente, parece que as pessoas o esperam...talvez por isso eu ache que não o merecem. Também sou tão teimosa! Acho que ando a precisar de mudar, convencer-me que afinal os dias contam e passam, que não posso esperar para sempre que o mundo mude a favor dos meus sonhos. Mas... quanto a agradecimentos, só a mim, pela coragem, persistência e... paciência! Já tenho saudades dos pequenos e esses sim, merecem o meu mais sincero agradecimento!

À espera...

... de me ir embora. (foto retirada de um site de poesia)

Família alargada?!?!?!

Normalmente nas reuniões de CT eu sou a mais nova, aquela a que a opinião é menos válida por falta de experiência, de caminho, de calo... não me incomoda, mas, ás vezes dá-me vontade de rir. Então, neste CT falava-se dos problemas familiares de alguns alunos que provocaram, ou serviram de desculpa, para fracos resultados escolares. Iniciou-se a conversa e descobri que pertenço a uma família moderna, dantes apelidada de família desestruturada, agora de família alargada, dantes éramos vítimas, agora monopolizadores, enfim... a conversa prolongou-se a casos específicos de violência doméstica e de pais alcoólicos, padrastos que são madrastas...Jesus! As professoras (só existem mulheres neste CT) desesperavam em rotular e explicar estas inovações e ideias completamente abstractas para um conservadorismo mal contido. Ri-me para mim mesma e achei que não valia a pena explicar o que é estar deste lado, qual o ponto de vista de quem vive com as decisões alheias e gere-as pela vida fora com fi…

Saudades de casa...

Não há santo que aguente...

... tanta asneira. Ai o que eu faria!

Em modo correção...

...dá-me umas fomes quando começo a ver asneiras!!!!!

Palinódia

Todos aves raras que papagueiam tolices e absurdos de verborreia incessante. De quem falo?

"O conde de Abranhos"

Este livro conta-nos a história de Alípio Abranhos, nascido numa família humilde, mas com origens nobres, é recolhido por uma tia solteira em tenra idade, que lhe permite progredir nos estudos e ascender a uma classe social mais poderosa. Renega a família biológica e prossegue até onde pode com a protecção da tia, que se apaixona e também o afasta. Ambicioso, investe num casamento lucrativo e em amizades profícuas. Tudo é alcançado, como pretendia. Sem nunca ter sido muito inteligente, foi esperto. Representativo de uma classe, bem como as outras personagens que interagem na história, representa a sociedade portuguesa oitocentista. É bem característico o estilo de Eça, para quem aprecia. Eu gostei e recomendo. Ainda que não seja a sua grande obra, não deixa de ter o seu interesse, sobretudo cultural.

"E no silêncio apavorado que deixara aquela voz profética, em que se sentia a ameaça de graves tormentas sociais rolando do fundo do horizonte, aproximei-me instintivamente do conde,…

Again...

Hoje foi tarde de...

...toiros à corda!

Zé zé Camarinha

A ideia que tinha deste senhor piora de cada vez que o oiço: machista, materialista, cobarde, egocêntrico, infantil e terrivelmente chato! Os meus meninos tinham muito para lhe ensinar!

Catarina, a Grande

Este livro, cuja autora é Silvia Miguens, agradou-me. Conta a história da czarina Catarina, conhecida pelos mais próximos como Figchen. Nascida para reinar, conviveu com as intrigas do poder e as malhas da suprema ambição. Procurou em todos os homens o amor de Georgie, seu tio e primeiro amor. Apaixonou-se pela Rússia, sendo alemã, tornou-se uma mulher de força e com força que, a dada altura, cegou pelo poder e colocou-o acima da emoção. Odiada por muitos, amada por outros e sempre apaixonada. Julgada por todos, como as mulheres de carácter sempre o são.
A minha edição é da Casa das Letras e possui 303 páginas.

"- Ninguém poderia tê-lo expressado melhor - disse o embaixador Ségur, entregando-me um copo.
- Meu querido Ségur, sempre galante... Mas é apenas uma brincadeira. Sabe que não poderia tolerar coisa alguma se não fosse pelos amigos.
- E pelas amigas - esclareceu a minha Dagchov, que não se separava de nós desde que fora nomeada por mim diretora da Academia Russa, perante o des…

Está na hora...

de abrir a semana. Bora lá!

Mimos

Os meus alunos têm sido muito generosos no que toca a mimos. Estou a falar de turmas de secundário, onde já não existe uma tendência tão espontânea para a demonstração de afectos  mas eis que numa aula em que voltam a insistir: - A professora tem a certeza que se nós escrevermos uma carta, eles não a deixam ficar cá? É que não é justo, as suas aulas são as que passam mais rápido e nós aprendemos.
No mesmo dia, mas noutra turma: - A professora para onde é que quer ir para o ano. Eu acho que era boa ideia ficar connosco. A professora vai ter montes de saudades nossas e nós também, vale mais ficar cá...
Digam lá que não vale a pena receber estes miminhos? Por vocês, contínuo a acreditar que sonhar é possível.

Meta final

Estamos quase a terminar o ano letivo e os trabalhos vão-se acumulando, mas já me cheira a despedida e com ela a saudade. Estou cansada, saturada desta estrada que nunca mais termina e, no entanto, não consigo desviar-me deste caminho cada vez mais só, cada vez mais incompreendido, cada vez mais esforçado por um fardo maior, com penalizações irrecuperáveis e estratégias. A cada ano que passa, as descargas são mais violentas, a vontade de construir o sólido permanece numa gaveta, aguarda uma oportunidade que se converta. Chegará, não chegará? Não me parece, mas permaneço. Avanço...paro, mas sei que preciso de sobreviver. E eu preciso de acreditar que vivo.

Triste!

Sabia melhor, mas não entendo o que aconteceu.

Se ele não chega... morro!

Já me esqueci...

... do número de vezes que fiquei constipada este inverno. Se ele não acaba, não sei se sobrevivo.

Avião e...

...mau tempo, seguido de barco... hum...cheira-me que é melhor comer pouco!