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Mensagens

Germano Almeida

Germano Almeida (Boa Vista1945) é um escritorcabo-verdiano. Germano Almeida estudou Direito em Lisboa e dedica-se à advocacia na ilha de São Vicente. Seus romances foram traduzidos para diversas línguas. Caracteriza-se por usar de forma magistral as armas do humor e da sátira, denuncia de forma ímpar a duplicidade hipócrita da sociedade cabo-verdiana, asfixiada durante os primeiros anos de independência por um regime de partido único. Exemplo desse humor acutilante é O Meu Poeta, romance de grande fôlego onde o autor satiriza com invulgar sarcasmo a realidade cabo-verdiana. É considerado o primeiro romance verdadeiramente nacional.

O Assédio

Com a viragem do novo ano terminei a leitura anteriormente anunciada. Gostei do livro, considerando que não gosto de policiais. Gostaria que Lolita tivesse ficado com o capitão Lobo, como se aguardava desde o início do livro. Sem dúvida que a personagem que mais gostei foi do nosso inspetor Tizon e da sua experiência sensorial com o assassino de meninas desprevenidas, gostei do raciocínio sobre a ligação entre os locais onde caíam as  bombas e os assassínios, apesar de não ter gostado da explicação final pelos atos clandestinos do assassino, pois nesse caso, apeteceu-me conhecer um pouco mais desta personagem que surge apenas na parte final do livro. Querem saber mais? Leiam.
"- Não sei quais são as peças - diz Tizón. - Eles, imagino. Nós. - Os franceses? O professor Barrul continua confuso. - Com quê? - Não sei dizer-lhe. Com o que se passa. - É evidente que têm a ver. São eles que nos cercam. - Não me refiro a isso."
O Assédio, Arturo Perez-Reverte, ASA, tradução de Helena Pitta,…

Leitura em dia

Já iniciei um novo livro, mas os meus sonos andam meios doidos e não me estão a deixar concentrar na leitura. Ando a sonhar com o Crato, porque será?!
Bem, deixando as más notícias de lado, ando a ler Assédio, que é um policial de Arturo Pérez-Reverte, que em baixo apresento para quem não conhece.

Arturo Pérez-Reverte (Cartagena24 de novembro de 1951) é um novelista e jornalistaespanhol. Desde o ano de 2003 é, também, membro da Real Academia Espanhola da língua. A sua obra está traduzida em quase trinta idiomas. Antigo repórter de guerra, dedica-se em exclusivo à escrita desde finais dos anos 1980, tendo editado romances como "O cemitério dos barcos sem nome", "Território Comanche", "O hussardo", "O pintor de batalhas" e os seis romances da série de aventuras "Capitão Alatriste". Temas como o cansancio do héroi, a aventura, a amizade, a viagem como perigo, a morte coma última viagem, e a cultura e a memória como única salvaçao que pe…

Os Miseráveis, de Vitor Hugo

Finalmente...terminei. Foi o pior "arranca dentes" de que tenho memória! A história de João Vellejean, de Cosetta, Mário, Javert e da própria Fantina é muito bonita e interessante, mas verdade seja dita, preferia ter lido aquela versão para quem não gosta de ler. Qual Eça, qual quê? Mil vezes OsMaias em termos descritivos do que o Vitor Hugo. São capítulos e capítulos de descrição exaustiva e pormenorizada, cuja a informação não guardei nem um terço...... Enfim, João é um antigo forçado que após um breve encontro com um padre "bom" decide modificar a sua sina pelas boas ações e sair do caminho do mal. Consegue-o, mas escondendo a sua identidade. Primeiro como Madaleno, onde conhece Fantina, sua empregada e mais tarde sua protegida e mãe de Cosetta. A primeira morre de tuberculose, ao que parece. Cosetta fica orfã e entregue definitivamente aos seus pais de criação Thernadier, que usufruem do seu dinheiro, retirando-lhe a dignidade. Madaleno resgata-a e cria-a como…

Haloween

Olha tão bem que ela está para o dia de hoje!.... Não sei o que esta gente faz ao dinheiro!


Esperar...

... que a chuva venha e acalme os meus medos, clarifique os meus caminhos, afogue as minhas esperanças sonhadoras de dias solarengos.




Nunca mais chego ao fim...

Ando a ler Os miseráveis já lá vão uns 6 meses ou perto disso. Quem me conhece sabe que o número de páginas não me mete medo, mas confesso que aquelas 1200 com uma letra miudinha e cheia de descrições históricas e pormenorizadas ao milimetro me estão a custar a remoer. Volta Eça, estás perdoado! Investigo, tento perceber e até já consegui responder a uma pergunta elaboradíssima da Casa do Segredos n.º ? devido às minhas pesquisas incansáveis sobre o que estou a ler.
Até gosto da história, mas aquelas divagações matam-me, enfim... não vejo fim à vista e tenho ali outros a piscarem-me o olho da prateleira, mas não vou desistir.


Ponto de situação

Espero que os ventos não mudem...consegui ficar na escola que desejei, gosto das minhas turmas e o meu horário não é um caos. Finalmente a vida pessoal estabilizou e ganha alicerces...pelo menos até ao próximo ano letivo. Enfim...sou uma mulher feliz, no atual conceito de felicidade!

Escrevo...

com o olhar ardente de quem foge do mundo. Às vezes canso-me, frustrei as tentativas do desconhecido, sinto-me capaz de viver o resto da vida a esquecer-me de quem sou, de onde venho... escrevo. Quero libertar-me e prender-me dentro de mim mesma. Vês? Quantas vezes? Quantas personalidades? Serei eu alma de pessoa heterónima de esquizofrenia portuguesa. Ouve...tanto para calar! Tanto para temer! Temo? Às vezes...escrevo, defino-me, redefino-me, perdoo-me, melhoro, erro, Sísifo... pedra rolante, pedra constante disposta a disparar, separar, amedrontar, esmigalhar...escrevo! Sem folhas, sem lágrimas, já sem sentir, sem exageros e sou Reis. Não sou, escrevo...furiosamente, imperdoavelmente como se as palavras fossem lâminas, lágrimas, labirintos, lava, larva...lá...escrevo! Quero ir-me embora!


Humildade

... não precisa de ser apregoada!

De partida...

...ando ansiosa pela partida. Sinto-me saturada de nada e de tudo, sem paciência, sem vontade de me sentir agradecida. A verdade é que aqui não acho que tenha de agradecer, não senti que me tivessem feito o que quer que fosse que tivesse de reconhecer com o meu agradecimento, mas, incrivelmente, parece que as pessoas o esperam...talvez por isso eu ache que não o merecem. Também sou tão teimosa! Acho que ando a precisar de mudar, convencer-me que afinal os dias contam e passam, que não posso esperar para sempre que o mundo mude a favor dos meus sonhos. Mas... quanto a agradecimentos, só a mim, pela coragem, persistência e... paciência! Já tenho saudades dos pequenos e esses sim, merecem o meu mais sincero agradecimento!

À espera...

... de me ir embora. (foto retirada de um site de poesia)

Família alargada?!?!?!

Normalmente nas reuniões de CT eu sou a mais nova, aquela a que a opinião é menos válida por falta de experiência, de caminho, de calo... não me incomoda, mas, ás vezes dá-me vontade de rir. Então, neste CT falava-se dos problemas familiares de alguns alunos que provocaram, ou serviram de desculpa, para fracos resultados escolares. Iniciou-se a conversa e descobri que pertenço a uma família moderna, dantes apelidada de família desestruturada, agora de família alargada, dantes éramos vítimas, agora monopolizadores, enfim... a conversa prolongou-se a casos específicos de violência doméstica e de pais alcoólicos, padrastos que são madrastas...Jesus! As professoras (só existem mulheres neste CT) desesperavam em rotular e explicar estas inovações e ideias completamente abstractas para um conservadorismo mal contido. Ri-me para mim mesma e achei que não valia a pena explicar o que é estar deste lado, qual o ponto de vista de quem vive com as decisões alheias e gere-as pela vida fora com fi…

Saudades de casa...