Avançar para o conteúdo principal

Dilemas


Polémica: a professora esteve mal, é um facto! Mas e quantas vezes os alunos são mal educados e nós não podemos pôr os pais em tribunal? Não a estou a defender, como é óbvio. Até acho que se a senhora é assim tão superior ao comum dos mortais poderia ter dignificado de forma positiva a docência. Mas depois, como é habitual não aparece nas notícias.

Não culpo os alunos, mas vê-se cada coisa! Temos que aturar cada um! A culpa não é deles, em grande parte são os pais que há muito se despediram desse mérito que é ser educador. Eu sei que a vida não é fácil, que temos pouco tempo, que o dinheiro é curto para a criatura andar a repetir anos sem fim... epa, mas formar não é educar e não aceito que um pai ou mãe me diga que é essa a minha função quando nada fazem quando podem e depois é tarde. Ele é faltas justificadas quando o aluno não lhe apeteceu levantar cedo, denegrir a figura docente e não verificando a veracidade das informações dadas em casa... sim, porque pais na escola são uma espécie em vias de extinção e quando vão são quase sempre porque é demasiado tarde para fazer alguma coisa e há que encontrar culpados: professores.

Queremos formar cidadãos responsáveis que o sistema teima em ter incompetentes!!! Os pais que deveriam ser os primeiros a guardar o futuro dos seus filhos, preferem que ele passe e fique com um diploma sem nada saber do que gastar dinheiro com a criatura ou sequer perceber se está tudo bem, como tem ido, qual a sua conduta.

Quase todos os meus alunos neste momento são maiores de idade, dou matéria de básico quando devia dar de secundário porque eles não sabem nada e já acham que estar na escola é um favor que nos fazem!!!!

Por isso digo, a professora que é notícia deve ser, de facto, afastada do ensino e enveredar por outra área, mas não pensem que toda uma classe que educa e forma os vossos filhos pertence à mesma categoria. Não queremos elogios, queremos colaboração, por isso peço: olhem pelos vossos filhos, conheçam-nos e não tenham medo de reconhecer que cometeram alguns erros. Corrijam-nos, nós podemos ajudar, mas não o podemos modificar sozinhos!

Comentários

Leandro disse…
Eu assinaria seu texto!

Mensagens populares deste blogue

Eu Quero Viver - Nina Lugovskaia

Andei a ler este livro, terminei-o há 2 dias e tive uma grande desilusão. Bem, é certo que eu já não tinha gostado de "O Diário de Anne Frank", por isso, também não gostei deste. Passei o livro todo a pensar que a jovem era normalíssima apesar de viver no regime de Estaline. As preocupações eram as mesmas de qualquer jovem com a idade dela, aliás até a achei um pouco acriançada dadas as circunstâncias e os seus 18 anos de idade. Enfim, um fiasco! Não consigo gostar mesmo, porque fico sempre à espera de detalhes e pensamentos que eu acharia próprios da época e do contexto e acabo por achar que as jovens sofreram um bocado sim, mas isso não as fez diferentes da grande maioria dos jovens de hoje com a mesma idade, inclusivê esta abusa do egocentrismo e preocupação estética de uma forma quase doentia. Gostaria de ter mais para dizer, mas de facto, o livro não me despertou grande atenção. Na minha opinião: não comprem!

Onde não pertenço

Todos os anos o mesmo fado, mala às costas e aí vou eu. Assim, desde os 18 (talvez mais cedo, mas não com tanta frequência), para onde vou não sei bem, mas agarro-me à ideia fixa de que sou ribatejana e sinto saudades do Tejo tão meu e tão distante há tanto tempo. Necessidade de ter origens, de ter resposta quando me perguntam todos os anos "de onde vens?" quando eu queria era saber responder para onde vou...e fico. Adapto-me, pertenço, enquadro e interiorizo a nova identidade do que não posso mudar. E depois, onde pertenço é onde estou, todos os anos... para o ano podem perguntar-me só de onde venho?!?!? É que já não sei muito bem de onde sou neste livro que escrevo com a pena carregada de saudades e desilusões.

D. Sebastião e o vidente, de Deana Barroqueiro

É um calhamaço!! Conta com 629 páginas, rebuscadas, com um vocabulário erudito, muitas personagens, mas ... fascinante! Este livro, obviamente, relata a história de vida de D. Sebastião com todos os pormenores, desde a mãe que o deixou, à sua deformidade física, ao seu caráter, bravura... Assim, este pequeno rei, em tamanho e em idade, demonstrou a sua infantilidade nos rasgos de bravura. Inocente, sonhava com a guerra, mas soube antever os interesseiros que lhe apareceram pelo caminho. Existe também Miguel, um menino que nasceu no mesmo dia que ele e que o acompanha ao longo da história, mas que acaba por nunca conseguir aproximar-se o suficiente. É ele o vidente do título, mas a sua personagem acaba por não ser muito "útil", uma vez que é incapaz de mudar o rumo dos acontecimentos, limita-se a admirá-lo ao ponto de o acompanhar à morte. Quem não conhece D. Sebastião, o desejado, aquele que desapareceu em Alcácer Quibir e que regressará envolto no nevoeiro. Cá te es...