Avançar para o conteúdo principal

Mimos

Os meus alunos têm sido muito generosos no que toca a mimos. Estou a falar de turmas de secundário, onde já não existe uma tendência tão espontânea para a demonstração de afectos  mas eis que numa aula em que voltam a insistir:
- A professora tem a certeza que se nós escrevermos uma carta, eles não a deixam ficar cá? É que não é justo, as suas aulas são as que passam mais rápido e nós aprendemos.

No mesmo dia, mas noutra turma:
- A professora para onde é que quer ir para o ano. Eu acho que era boa ideia ficar connosco. A professora vai ter montes de saudades nossas e nós também, vale mais ficar cá...

Digam lá que não vale a pena receber estes miminhos? Por vocês, contínuo a acreditar que sonhar é possível.

Comentários

Diabba disse…
Bom dia,
Tenho a certeza que és uma óptima professora, e garantidamente a minha filha (ainda na primária) respeitará os professores como eles devem ser respeitados.
Aquela minha professora primária era uma excepção, havia outra na escola que todos adoravam, e que feliz que eu fiquei quando finalmente fui para a turma da saudosa D. Beatriz.
E sim tens razão, quem não respeita os professores, não respeita ninguém, muito menos os pais.
beijo d'enxofre

Mensagens populares deste blogue

Eu Quero Viver - Nina Lugovskaia

Andei a ler este livro, terminei-o há 2 dias e tive uma grande desilusão. Bem, é certo que eu já não tinha gostado de "O Diário de Anne Frank", por isso, também não gostei deste. Passei o livro todo a pensar que a jovem era normalíssima apesar de viver no regime de Estaline. As preocupações eram as mesmas de qualquer jovem com a idade dela, aliás até a achei um pouco acriançada dadas as circunstâncias e os seus 18 anos de idade. Enfim, um fiasco! Não consigo gostar mesmo, porque fico sempre à espera de detalhes e pensamentos que eu acharia próprios da época e do contexto e acabo por achar que as jovens sofreram um bocado sim, mas isso não as fez diferentes da grande maioria dos jovens de hoje com a mesma idade, inclusivê esta abusa do egocentrismo e preocupação estética de uma forma quase doentia. Gostaria de ter mais para dizer, mas de facto, o livro não me despertou grande atenção. Na minha opinião: não comprem!

Onde não pertenço

Todos os anos o mesmo fado, mala às costas e aí vou eu. Assim, desde os 18 (talvez mais cedo, mas não com tanta frequência), para onde vou não sei bem, mas agarro-me à ideia fixa de que sou ribatejana e sinto saudades do Tejo tão meu e tão distante há tanto tempo. Necessidade de ter origens, de ter resposta quando me perguntam todos os anos "de onde vens?" quando eu queria era saber responder para onde vou...e fico. Adapto-me, pertenço, enquadro e interiorizo a nova identidade do que não posso mudar. E depois, onde pertenço é onde estou, todos os anos... para o ano podem perguntar-me só de onde venho?!?!? É que já não sei muito bem de onde sou neste livro que escrevo com a pena carregada de saudades e desilusões.

D. Sebastião e o vidente, de Deana Barroqueiro

É um calhamaço!! Conta com 629 páginas, rebuscadas, com um vocabulário erudito, muitas personagens, mas ... fascinante! Este livro, obviamente, relata a história de vida de D. Sebastião com todos os pormenores, desde a mãe que o deixou, à sua deformidade física, ao seu caráter, bravura... Assim, este pequeno rei, em tamanho e em idade, demonstrou a sua infantilidade nos rasgos de bravura. Inocente, sonhava com a guerra, mas soube antever os interesseiros que lhe apareceram pelo caminho. Existe também Miguel, um menino que nasceu no mesmo dia que ele e que o acompanha ao longo da história, mas que acaba por nunca conseguir aproximar-se o suficiente. É ele o vidente do título, mas a sua personagem acaba por não ser muito "útil", uma vez que é incapaz de mudar o rumo dos acontecimentos, limita-se a admirá-lo ao ponto de o acompanhar à morte. Quem não conhece D. Sebastião, o desejado, aquele que desapareceu em Alcácer Quibir e que regressará envolto no nevoeiro. Cá te es...