Faço um esforço tremendo para me colocar no lugar do outro. Faço mesmo! Todos os dias tento não ser precipitada nem impulsiva nas minhas respostas porque não me coloquei no lugar do outro. É verdade que isto me custa imenso, porque por norma sou a típica mulher com "pelo na venta", que tem sempre a resposta preparada e pronta a ser disparada assim que me sinto ameaçada ou me deparo com alguma situação que considero injusta. Imponho-me então esta disciplina diária e melhorei nas minhas respostas mais ponderadas, polidas e mais assertivas, mas... quando percebo que do outro lado não há o mesmo esforço e o dedo é apontado na minha direção ou na de alguém que não se pode explicar, fico perdida... apetece-me mandar tudo para um real sitio que eu cá sei. O meu aperfeiçoamento está a ter frutos e em vez disso tento explicar o meu ponto de vista e aguardo que me respondam com argumentos válidos, que me façam repensar as minhas posições. Quando isso não acontece...bem... ou opto pelo silêncio porque a pessoa não vale mesmo a pena, ou desce em mim a cínica e respondo com uma piada inteligente, que espero que o outro entenda...welll, às vezes não entendem e quando assim é...simplesmente recuso-me a debater um assunto com alguém que não percebe nada do mesmo, mas fica cá um formigueiro na língua!!!
Andei a ler este livro, terminei-o há 2 dias e tive uma grande desilusão. Bem, é certo que eu já não tinha gostado de "O Diário de Anne Frank", por isso, também não gostei deste. Passei o livro todo a pensar que a jovem era normalíssima apesar de viver no regime de Estaline. As preocupações eram as mesmas de qualquer jovem com a idade dela, aliás até a achei um pouco acriançada dadas as circunstâncias e os seus 18 anos de idade. Enfim, um fiasco! Não consigo gostar mesmo, porque fico sempre à espera de detalhes e pensamentos que eu acharia próprios da época e do contexto e acabo por achar que as jovens sofreram um bocado sim, mas isso não as fez diferentes da grande maioria dos jovens de hoje com a mesma idade, inclusivê esta abusa do egocentrismo e preocupação estética de uma forma quase doentia. Gostaria de ter mais para dizer, mas de facto, o livro não me despertou grande atenção. Na minha opinião: não comprem!
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