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Mensagens

Muito interessante!

Doi-me a vida...

A vida sempre me doeu de uma forma estranha, sem pressas, sem caprichos, como aquelas dores a que nos vamos habituando e, às tantas, nos habituamos a elas, sentimo-las como sempre... Sempre fui de um interior melancólico, saturado, pessimista, a vida é uma batalha nunca concluída... tenho dias em que me demoro, outros em que me canso, outros fatalmente doridos. É a vida... Não sou de extremos, sou ponderada, refletida, silenciosamente planeada. Aprendi a conhecer os outros e a admirá-los pela simplicidade com que são felizes e que chatos que são os pessimistas!

Guns N' Roses - Since I Don't Have You

Fim.

O ano letivo terminou, sobram as reuniões, vigilâncias de exames, relatórios de avaliação e aguardar pelo maldito concurso que ninguém sabe se sai ou não. Aguardamos. As rotinas já se baralharam, os sonos estão quase trocados, mas nada que se consiga prever como novo. Aguardo. Quero ir visitar os amigos, é daquelas viagens que quero mesmo fazer, mas não me consigo decidir a fazê-lo. Quero tratar dos outros para não ter de tratar de mim. Recuso, nego, mas... tento acreditar que aguardar é o melhor que posso fazer!

O que você esta fazendo neste exato momento?

Fascinante

...era assim que eu pensava que ia ser a vida. Dentro da minha complexa adolescência, achei que a vida ia ser fascinante. Controladora, responsável e...rebelde, era assim que os meus olhos me viam pelo lado positivo e, quanto a mim, os ingredientes secretos para uma vida fascinante. Tudo corria bem, com muito esforço e dependendo (na maior parte do tempo) de mim própria, a minha rebeldia persistente dava frutos de sucesso para os quais ninguém me destinava. Era forte, sabia-o, ia aguentar até lá chegar... Pois, os meus sonhos terminavam com curso, trabalho na área e total independência... Não me safei mal até aqui, mas de repente...terminaram os sonhos principais e os secundários foram adiados para uma efetivação que, provavelmente, nunca chegará...mais estudos eram o sonho. Bem, considerando que viagens não fazem parte do meu imaginário...bem, tenho tudo feito e agora?! Os meus sonhos terminaram, não era suposto eu saber o que fazer?! A solução segundo os meus colegas e as ...

Dás-me um murro na cara?!?!?!

"Irmã da minha alma"

É um livro de Chitra Divakaruni, uma escritora da India. Não li a Senhora das especiarias, mas li aquele que dá o título a este post e apesar de reconhecer ser um romance um pouco light, gostei dele. Lê-se muito facilmente e acaba por nos prender à história das duas primas, Anju e Sudha, que são também irmãs. Anju chamou Sudha ao mundo, esta detentora de uma beleza radiante e hereditária representa a emoção, a crença, sem deixar de ser Mulher. Anju é a razão, a líder, a protetora. Detentoras de uma história em comum, transportam consigo o peso de serem mulheres, descendentes de mulheres, numa sociedade tipicamente machista, suportam as regras dos costumes e a ousadia da juventude. Acima de tudo amam e amam-se... Já tenho em casa a continuação da história A videira do desejo .

Reciclar

Tive o privilégio de crescer com um adulto responsável que me educou que o correto é reciclar, apesar de lá em casa ser apenas eu a impulsionadora de tamanha trabalheira, uma vez que a minha mãe é muito pouco dada a algo que ocupa muito espaço!!! Enfim, sabia, pelo menos o que era correto, ainda que não colocasse muitas vezes em prática. A partir do momento em que saí de casa pus em prática tudo o que aprendi, até que a vida me empurrou para uma ilha, que muito gosto, mas que em termos de reciclagem vive anos atrás. E lá estou eu sem saber muito bem o que fazer com o óleo de cozinha e a reciclar por conta própria. Afinal, não somos todos Portugal?! 

Ausente

Ando um bocadinho ausente, até negligente, mas persistente. Não vou abandonar o cantinho, ando apenas um bocadinho atarefada, mas voltarei a falar comigo mesma.

O testamento do Sr. Napumoceno da Silva Araújo

Terminei esta leitura e gostei. O morto, o Sr. Napumoceno proporcionou-me cenas de rir, de choro, de ironia e de malvadez. Em vida, teve uma "sorte dos diabos", em morte continuou a fazer valer as suas vontades como quem as viveu. Este autor proporciona um tom irónico e humorístico que nos aproxima das personagens e nos faz "ver" segundo a sua forma de estar na vida. O morto fez a sua riqueza à custa de um engano seu na encomenda de guarda-chuvas, numa terra onde raramente chove. Consegue um sobrinho que trabalha por si, mas que lhe está sempre em dívida. Conhece o amor despudorado por uma mulher com quem nunca assume uma relação e tem uma filha da senhora da limpeza da saia verde. Dá e tira como lhe convém. Evolui e reserva-se conforme os seus apetites. Vive como quer e ambiciona viver de outra forma. "Dizia-se que andava adoentado, a velhice não perdoa a ninguém. Mas muito bom homem. Porém, sobre Adélia nenhuma informação. Os mais velhos falaram de fa...

Germano Almeida

Germano Almeida  ( Boa Vista ,  1945 ) é um  escritor   cabo-verdiano . Germano Almeida estudou  Direito  em  Lisboa  e dedica-se à advocacia na ilha de  São Vicente . Seus  romances  foram traduzidos para diversas línguas. Caracteriza-se por usar de forma magistral as armas do  humor  e da  sátira , denuncia de forma ímpar a duplicidade hipócrita da sociedade cabo-verdiana, asfixiada durante os primeiros anos de independência por um regime de partido único. Exemplo desse humor acutilante é  O Meu Poeta , romance de grande fôlego onde o autor satiriza com invulgar sarcasmo a realidade cabo-verdiana. É considerado o primeiro romance verdadeiramente nacional.

O Assédio

Com a viragem do novo ano terminei a leitura anteriormente anunciada. Gostei do livro, considerando que não gosto de policiais. Gostaria que Lolita tivesse ficado com o capitão Lobo, como se aguardava desde o início do livro. Sem dúvida que a personagem que mais gostei foi do nosso inspetor Tizon e da sua experiência sensorial com o assassino de meninas desprevenidas, gostei do raciocínio sobre a ligação entre os locais onde caíam as  bombas e os assassínios, apesar de não ter gostado da explicação final pelos atos clandestinos do assassino, pois nesse caso, apeteceu-me conhecer um pouco mais desta personagem que surge apenas na parte final do livro. Querem saber mais? Leiam. "- Não sei quais são as peças - diz Tizón. - Eles, imagino. Nós. - Os franceses? O professor Barrul continua confuso. - Com quê? - Não sei dizer-lhe. Com o que se passa. - É evidente que têm a ver. São eles que nos cercam. - Não me refiro a isso." O Assédio , Arturo Perez-Reverte, ...

Leitura em dia

Já iniciei um novo livro, mas os meus sonos andam meios doidos e não me estão a deixar concentrar na leitura. Ando a sonhar com o Crato, porque será?! Bem, deixando as más notícias de lado, ando a ler Assédio , que é um policial de Arturo Pérez-Reverte, que em baixo apresento para quem não conhece. Arturo Pérez-Reverte  ( Cartagena ,  24 de novembro  de  1951 ) é um  novelista  e  jornalista   espanhol . Desde o ano de  2003  é, também, membro da  Real Academia Espanhola  da língua. A sua obra está traduzida em quase trinta idiomas. Antigo repórter de guerra, dedica-se em exclusivo à escrita desde finais dos anos 1980, tendo editado romances como "O cemitério dos barcos sem nome", "Território Comanche", "O hussardo", "O pintor de batalhas" e os seis romances da série de aventuras "Capitão Alatriste". Temas como o cansancio do héroi, a aventura, a amizade, a viagem como perigo, a morte coma última viagem, e a cultu...

Os Miseráveis, de Vitor Hugo

Finalmente...terminei. Foi o pior "arranca dentes" de que tenho memória! A história de João Vellejean, de Cosetta, Mário, Javert e da própria Fantina é muito bonita e interessante, mas verdade seja dita, preferia ter lido aquela versão para quem não gosta de ler. Qual Eça, qual quê? Mil vezes Os Maias em termos descritivos do que o Vitor Hugo. São capítulos e capítulos de descrição exaustiva e pormenorizada, cuja a informação não guardei nem um terço...... Enfim, João é um antigo forçado que após um breve encontro com um padre "bom" decide modificar a sua sina pelas boas ações e sair do caminho do mal. Consegue-o, mas escondendo a sua identidade. Primeiro como Madaleno, onde conhece Fantina, sua empregada e mais tarde sua protegida e mãe de Cosetta. A primeira morre de tuberculose, ao que parece. Cosetta fica orfã e entregue definitivamente aos seus pais de criação Thernadier, que usufruem do seu dinheiro, retirando-lhe a dignidade. Madaleno resgata-a e cr...

Haloween

Olha tão bem que ela está para o dia de hoje!.... Não sei o que esta gente faz ao dinheiro!

Her Morning Elegance / Oren Lavie

Esperar...

... que a chuva venha e acalme os meus medos, clarifique os meus caminhos, afogue as minhas esperanças sonhadoras de dias solarengos.