A emancipação feminina foi uma causa impopular na história da América Latina. A Igreja Católica Romana opôs-se ao movimento na região, assim como mundialmente. Além disso, políticos esquerdistas não queriam conceder o direito ao voto às mulheres, pois tinham receio que elas apoiassem os partidos de direita. Mesmo assim, campanhas e organizações pela emancipação feminina foram formadas no México, Chile, Argentina e Brasil. Embora o Equador não tenha tido movimento de emancipação feminina, foi o primeiro país da América Latina a conceder o direito ao voto às mulheres. Activistas pela emancipação feminina como Maria de Jesus Alvarado Riviera do Peru e a Drª. Zea Hernandez da Colombia foram presas em seus respectivos países como prisioneiras políticas.

Inacreditavelmente este problema subsiste em muitos países nos tempos de hoje. Existem estudos que confirmam que as mulheres preferem cargos médios, ou seja, longe das luzes da ribalta; mas tal como noutros tempos isso não impede que sejam elas a ter todo o trabalho que os põem debaixo dos holofotes sociais. Suspeito também deste estudo. Até posso concordar que as mulheres prefiram, de facto, esses cargos médios, mas penso também que isso se deve ao trabalho desenvolvido em várias áreas. Continuam a ter de estar em muitos lados ao mesmo tempo e continuam a ser julgadas depreciativamente quando conseguem realizar bem um trabalho que, normalmente, seria um homem a realizar.
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