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Mensagens

A mostrar mensagens de Janeiro, 2007

À conversa com Luís Oliveira (parte 4)

Falava-me há pouco das cintas de promoção e das figuras em k-line. Há uns anos o editor era uma pessoa apenas preocupada com o conteúdo pragmático da sua editora e a escolha dos livros. Hoje, assiste-se dentro das editoras, a uma preocupação com as áreas de gestão e marketing paralelamente à parte editorial. Como é que comenta esse cenário?

Eu acho que isso é necessário, as editoras que têm um determinado número de funcionários necessitam de xis títulos (50, 100 ou 200) por ano. Se não estiverem organizadas a esse nível, com toda a lógica das empresas, obviamente que não têm vida.
Agora, eu digo como os surrealistas: "nós não simpatizamos com a polícia, com o exército, com os padres, mas entendemos que eles são necessários a esta sociedade, com a qual igualmente não simpatizamos". Eu entendo que essas editoras precisem de tudo isso, mas não simpatizo com isso, isso não me diz nada. Aqui, trabalhamos de outra maneira, não há departamentos, não há directores... há três pessoas, …

À conversa com Luís Oliveira (parte3)

De qualquer modo, as editoras se não tiverem livros que vendam fecham as portas...

Exactamente. O que acontece é que há um erro da parte de muitos editores quando publicam certos livros porque pensam que se vão vender. E nem sempre tem sido assim... nem sempre é uma coisa racional. Nós temos 27 anos de edição e estamos aqui, nunca trabalhamos para best-sellers e temos alguns. E estamos para continuar, apesar de grandes dificuldades e das livrarias estarem muitas vezes ocupadas com as grandes editoras que têm dinheiro para comprar espaços nos hipermercados.
A nossa força é a força das ideias. O que não significa que muitas editoras portuguesas não mereçam o meu respeito pelo trabalho que têm feito, pelo grande esforço que fazem para subsistir e trazer até aos leitores livros extraordinários.


No entanto, há certos autores que, todos sabemos, sempre que lançam um livro ele vai direitinho para as tabelas dos mais vendidos. Pensa que há uma fórmula para criar um best-seller?

Penso que sim, as…

A conversa com Luis Oliveira (parte 2)

Porque é que há tão poucos nomes portugueses no vosso catálogo?

Essa é uma questão que me tem preocupado desde o início. Mas os autores que mais nos interessariam estão praticamente todos publicados. Há grandes escritores portugueses, grandes nomes da literatura, mas não há uma tradição subversiva em Portugal.
Ainda sobre isto gostaria de dizer que trouxemos para a Antígona uma autora importante que é Graça Pina Morais, para mi é uma das melhores escritoras do século XX. É uma escritora pouco lida e pouco conhecida mas que quem descobrir, não mais largará.


E porque não apostar em novos autores?

Nós recebemos muitas propostas, alguns nem conhecem a Antígona, não sabem para onde estão a enviar os seus originais. Dizem quase todos, numa carta-tipo "sabendo que a vossa editora tem dado grandes oportunidades a novos escritores...". Não é verdade e é a prova que nem conhecem a nossa editora nem o seu trajecto. Mas não são as idades que nos interessam, já editámos uma rapariga que tinh…

A conversa co Luís Oliveira (parte 1)

Desde 1998 A Antígona assina como "Editores Refractários". Porquê a introdução deste termo?

A Antígona funcionou desde 1979, data da sua fundação, até 1998, em meu nome pessoal. -tivemos tantos problemas com o fisco e com bibliotecas que já era difícil trabalhar em nome individual. Então fundei a empresa. Refractários porque é uma designação que condiz com o nosso programa. Nós não somos alinhados, nem ligamos muito às leis que regem esta sociedade, apesar disso, não quer dizer que não cumpramos certas regras, como pagar pontualmente aos tradutores, aos autores, às tipografias... temos uma ética e é essa ética que seguimos, mas não ligamos muito às leis que são impostas, criadas pelos senhores do mundo.


"Refractário" tem algumas interpretações curiosas. Por um lado, está ligado à noção de desobediência, por outro, é um elemento que resiste ao fogo.

Exacto. Neste caso, porque nós não nos deixamos devorar pelo fogo. Considerando que a sociedade existente é uma fogueira …

Kate Bush - Wuthering Heights - ( Lyric included )

Sempre gostei desta música muito antes de ler o livro. Para quem não sabe a música é inspirada no livro "O MOnte dos Vendavais" de Emily Bronte. Um romance profundo e de sentimentos profundos.

Por falar em livros.. a partir de amanhã, através de uma entrevista com Luís Oliveira publicada numa revista da especialidade, vamos conhecer a editora Antígona.
"O nome vem da Mitologia grega, mas o programa mantém-se actual. Para Luís Oliveira, o homem que vislumbrou Antígona, a Liberdade passa por aqui. Pelos livros."

Até amanhã e divirtam-se a cantar como a Kate Bush.

Super-homem promove leite

Personagens como Hilk, Homem-aranha, Fantasma ou Batman já integraram a campanha publicitária "Got Milk?". Agora foi a vez de Brandon Routh, o Super-homem do filme "Superman Returns".
A campanha "Got Milk?", cuja imagem de marca é um "bigode de leite" foi criada para a America´s Dairy Farmers and Milk Processors, que engloba os criadores e produtores americanos de lacticínios e derivados. A campanha já integrou personalidades do mundo do cinema, música e outras árras artísticas.

in Os Meus Livros

Cabotinismo

Desculpem, mas não sei quem é o autor.

Editora Solidária

Felismente não é novidade, mas não deixa de ser boa notícia! A QuidNovi, que apenas recentemente se dedicou à edição de livros para venda directa ao público (antes produzia livros e fascículos para venda com jornais e revistas), anunciou que continuará uma tradição herdada da da casa mãe, comprometendo-se a doar uma parte fixa dos seus lucros a instituições de solidariedade social.
Neste caso, as instituições visadas são a Assistência Médica Internacional (AMI) que dispensa apresentações; a Associação Acreditar, que trabalha com crianças vítimas de cancro; e o Espaço T - Associação para Apoio à Integração Social e Comunitária, que procura combater a exclusão social, apostando em actividades na área da cultura e da arte.

In Os Meus Livros

Livros em dia

O espaço é pequeno. Em dias de apresentações de livros, chega a ser difícil circular e as filas para pagar chegam até à entrada. Em dias de bom tempo, improvisa-se uma pequena esplanada e aproveita-se a simpatia do café que fica ao lado para beber qualquer coisa enquanto se aproveita o sol.
Nesses dias, a casa cheia compreende-se. Torres Vedras não fica propriamente no centro das rotas de escritores e de apresentação de novos livros. Lisboa não fica assim tão longe, mas são poucos os torreenses que terão contade ou disponibilidade de fazer a viagem, ao fim da tarde, para ver uma apresentação ou participar numa sessão de autógrafos numa qualquer livraria da capital.
Com esta estratégia, bastou cerca de um ano (a livraria celebra o aniversário em Julho) para conseguir um público regular e fiel, não só para os lançamentos como também, e especialmente, para outras iniciativas culturais organizadas pela livraria, em parceria com as instituições locais, como o Teatro Cine de Torres Vedras, o …

Tudo é sonhar

Dizem?
Esquecem.
Não dizem?
Disseram.

Fazem?
Fatal.
Não fazem?
Igual.

Porquê
Esperar?
- Tudo é sonhar.


Fernando Pessoa, Poesias (1942)

Tordo canta Nobel

O cantor Fernando Tordo está mais perto do Nobel da Literstura.
Não que o autor de "Tourada" se tenha tornado escritor mas, no seu mais recente projecto musicou poemas de alguns agraciados com este galardão. José Saramago, Pablo Neruda, Rabindranath Tagore e Seamus Heany são alguns dos autores escolhidos para o efeito. O primeiro apadrinhou, inclusivamente, a edição do disco que recebeu o título "Tributo a Los Laureados Nobel". Sim, em castelhano. Não é nenhum engano nem o cantor decidiu abandonar o seu país natal. Infelismente, viu-se obrigado a procurar o apoio da editora Factoría Autor, de Barcelona, uma vez que nenhuma entidade portuguesa se demonstrou interessada na sua iniciativa.

in Os Meus Livros

Nimbada

Hoje os dias não parecem meus... sinto o frio perto do terror de não possuir mão que me encaminhe.
Nimbada pela ausência de luz, pelo santo nimbado que não me protege do frio imenso do Inverno glaciar. Cá dentro tudo forrado de veludo negro em que estremeço num sorriso menos empenhado. Lá fora a luz que não entra nos meus pensamentos soturnos e pouco seguros de vir a ser. Incoerência do que fui mantenho-me de pé, porque "as árvores morrem de pé". A vida mantém-me no limiar da ausência. Eu não sou eu nem sou ninguém que queira ser. Tento sonhar... baixinho... os sonhos são cadas vez mais curtos, mais imediatos, mais frios.
Fecho os olhos e faço um esforço para continuar uma ilusão que me pareceu boa e nesse instante apareço nimbada de luz sempre segura.

The Official Dilbert Site

Um delírio absoluto para os apreciadores da mais famosa personagem de Scott Adams. Notícias; tiras inéditas; a possibilidade de receber diariamente uma piada deste personagem; jogos, postais virtuais e muitas outras surpresas relacionadas com o universo de Dilbert, Dogbert e os restantes colegas do escritório mais louco dos últimos tempos.

www.unitedmedia.com/comics/dilbert/

in Os Meus Livros

Sam The Kid com GQ - Poetas de Karaoke

Autopsicografia

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só as que ele não tem.

E assim nas calhas da roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.


Fernando Pessoa

Inês da Minha Alma

Acabei de ler o livro com este título de uma escritora muito lida por mim: Isabel Allende. Passei anos a devorar os livros desta escritora: A Casa dos Espiritos, Eva Luna, Contos de Eva Luna, De Amor e de Sombra, Retrato a Sépia, Filha da Fortuna... depois chegou a uma fase em que esta escritora resolveu virar-se para um público mais jovem, surgiu: O Zorro, O Reino do Dragão... entre outros que muito me desiludiram. Tinha perdido uma das minhas escritoras de eleição. Até que surgiu "Inês da Minha Alma". Andei a namorar o livro durante horas em todas as montras e hipermercados, tinha medo de deitar dinheiro fora e ler uma "banhada" para adolescentes. Li e reli as críticas e o meu mais-que-tudo resolveu presentear-me com o título invejado.
Li e ... gostei. Não tão bom como ao que estávamos habituados, mas mesmo assim saboroso e com o sabor quente, sensual e historiador a que esta escritora nos habituou. Gosto sobretudo, nesta autora, do pormenor de sempre atravessar g…

Estações

Acho que a divisão da vida do Homem deveria ser entre o antes e o depois de entrar no mercado de trabalho.
Até concluir a minha licenciatura fiz questão de viver tudo aquilo a que tinha direito. Vivi no ditirambo da apoteose final.
Fui feliz, chorei, amarguei, trabalhei, fui responsável, agredi, magoei, fui magoada, dorida, escrava, desesperada, entontecida com a vida de viver ao rubro. Como só estivesse bem tudo aquilo que me fizesse sentir viva e bem. Desafiei até ao limite todas as regras do que podia jogar e gozar. Esforcei-me por tirar o meu curso (que me deu um bilhete directo para o desemprego) onde fui aluna exemplar, sem nunca deixar de usufruir.Nunca me apercebi que o sabor do momento era a vontade de saborear no momento cada minuto. Sabia, sempre soube, que o tempo passa demasiado rápido para que nos possamos arrepender do que quer que seja.
Hoje a minha loucura é mais branda e encontrou a serenidade que as emoções exarcebadas não deixam perceber. Não estou velha, nunca estar…

Johnny Clegg -Scatterlings of Africa

"A amioria das mulheres africanas conseguiu o direito ao voto após a independência dos seus países.
A África do Sul restringe o direito ao voto às mulheres baseando-se na raça. Mulheres mestiças, de origem negra só podem votar para candidatos da sua própria raça, que servem no parlamento das pessoas de cor. Nem homens, nem mulheres negras têm o direito de votar. Mulheres negras sul-africanas têm sido activas em exigir o fim do apatheid, do sistema de segregação racial, e no estabelecimento de uma nação unitária e não-racial, na qual elas, assim como os homens negros, teriam o direito de votar."

Para reflectir nos direitos de todos.

The Kafka Project

Sob o auspício do mais famoso escritor checo nasceu este projecto de troca de conteúdos e divulgação dos mais diversos aspectos da obra de Franz Kafka. Traduções, bilbliografia (ortónima e relacionada), artigos, ensaio e outras contribuições para um melhor conhecimento do autor de "A Metamorfose".

www.kafka.org

in Os Meus Livros


Resta avisar que como é normal, o site vem todinho em inglês.

Libertem a Poesia

Abdul Rahim Muslim Dost, um afegão que esteve preso em Guantanamo, tem um pedido a fazer aos seus captores. Embora o exército americano tenha chegado à conclusão que, afinal, Abdul era inocente das acusações que lhe fizeram, o homem de 44 anos sabe muito bem que não deve esperar compensações financeiras ou sequer um pedido de desculpas. A única coisa que ele pede é a sua poesia. Durante os três anos em que esteve sob custódia, Dost terá escrito cerca de 25000 versos que eram sistematicamente removidos da sua cela e colocados em envelopes identificados com o seu nome. Quando foi libertado, as autoridades garantiram-lhe que os seus poemas lhe seriam devolvidos aquando do seu regresso ao Afeganistão, coisa que nunca aconteceu.
Esta é apenas mais uma queixa que se ouve contra a prisão é americana de Guantanamo que já foi acusada por diversas organizações, entre elas, a Aministia Internacional, de atentar contra os direitos humanos.

in Os Meus Livros

América Latina

A emancipação feminina foi uma causa impopular na história da América Latina. A Igreja Católica Romana opôs-se ao movimento na região, assim como mundialmente. Além disso, políticos esquerdistas não queriam conceder o direito ao voto às mulheres, pois tinham receio que elas apoiassem os partidos de direita. Mesmo assim, campanhas e organizações pela emancipação feminina foram formadas no México, Chile, Argentina e Brasil. Embora o Equador não tenha tido movimento de emancipação feminina, foi o primeiro país da América Latina a conceder o direito ao voto às mulheres. Activistas pela emancipação feminina como Maria de Jesus Alvarado Riviera do Peru e a Drª. Zea Hernandez da Colombia foram presas em seus respectivos países como prisioneiras políticas.

Inacreditavelmente este problema subsiste em muitos países nos tempos de hoje. Existem estudos que confirmam que as mulheres preferem cargos médios, ou seja, longe das luzes da ribalta; mas tal como noutros tempos isso não impede que sejam e…

Menino da sua mãe

No plaino abandonado
Que a morna brisa aquece,
Das balas trespassado
- Duas de lado a lado -
Jaz morto, e arrefece.

Raia-lhe a farda o sangue.
De braços estendidos,
Alvo, louro, exangue,
Fita com olhar langue
E cego os céus perdidos.

Tão jovem! Que jovem era!
(Agora que idade tem?)
Filho único, a mãe lhe dera
Um nome e o mantivera:
"O Menino da sua Mãe".

Caiu-lhe da algibeira
A cigarreira breve.
Dera-lhe a mãe. Está inteira.
E boa a cigarreira.
Ele é que já não serve.

De outra algibeira, alada
Ponta a roçar o solo,
A brancura embainhada
De um lenço...Deu-lho a criada
Velha que o trouxe ao colo.

Lá longe, em casa, há a prece:
"Que volte cedo e bem!"
(Malhas que o Império tece!)
Jaz morto e apodrece,
O Menino da sua Mãe.


Fernando Pessoa - musicado por Mafalda Veiga

Opiniões

Se quero datas acerca da Rússia do século XIX recorro aos manuais de História, porém, se quero a verdade sobre aquela época, então socorro-me de Tolstoi, de Chéjov, de Turguénev, de Gogol. (...) O historiador dá-nos conta dos factos, o novelista chega ao fundo dos sentimentos.

E. L. Doctorow, in Babelia, 13\05\06


Sempre achei as história cheia de factos que não contribuiam em muito para a minha felicidade. É certo que algumas matérias me fascinavam, como é o caso das ditaduras. ... E depois dáva-nos cultura geral... O. K. A muito custo sempre fui andando e até era das melhores da turma, mas aquilo sempre foi um pouco secante.

Mais tarde entrei no mundo dos romances históricos e comecei a querer saber mais. Os que mais me interessavam era aqueles que retratavam a vida dos ilustre que tanta coisa tinha feito, mas de quem bem pouco sabíamos. Hoje já sou capaz de ler um livro de história sem esforço, mas considero que devia ser assim o ensino de história. Deviam prender-nos a atenção com qua…

Divirta-se

www.sandersonlondon.com

Em pleno Soho londrino, a meio caminho entre o Hyde Park e o Convent Garden, é uma verdadeira peça de design contemporâneo (assinada por Philippe Starck), de estilo arrojado e eclético. Com 150 quartos, bem como penthouses e apartamentos, tem dos dois mais concorridos pontos de encontro da cidade: o restaurante Spon e o Long Bar.

www.belowzerolondon.com

Uma originalidade com temperaturas abaixo de zero, o mínimo que se pode dizer deste bar totalmente esculpido no gelo. Desde os próprios copos às paredes, tudo aqui é feito de gelo importado do Círculo Polar Ártico.


Será que se eu pedir muito me pagam uma viagem a Londres?

Ainda em Londres

Para começar, pode mesmo aproveitar a coincidência e apanhar no Trafalgar Square a linha 15 do Routmaster, uma das suas únicas actualmente percorridas pelos velhinhos autocarros, que larga passageiros em Tower Hill, onde, às terças-feiras pelas 14 horas, os guias da Walks iniciam as visitas temáticas em redor dos cenários de Londres Medieval e da época Georgiana. Esta volta de reconhecimento passa por alguns dos principais marcos da cidade, tais como o British Museum, o palácio de Buckingam ou a ponte de Westminster, assim como por inúmeros edifícios religiosos seculares.
Também de Tower Hill arranca p périplo que explora a história de Jack, O Estripador. Todas as terças-feiras, partem defronte da escadaria que dá acesso ao subway (às 19:30), para passeios explicados de A a Z pelas soturnas zonas do East End londrino. O fôlego da caminhada pode ser recuperado com uma passagem breve pelo The Ten Bells, o histórico pub perto da vitoriana Christ Church, na esquina da Commercial St. com a …