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A mostrar mensagens de Maio, 2013

"O conde de Abranhos"

Este livro conta-nos a história de Alípio Abranhos, nascido numa família humilde, mas com origens nobres, é recolhido por uma tia solteira em tenra idade, que lhe permite progredir nos estudos e ascender a uma classe social mais poderosa. Renega a família biológica e prossegue até onde pode com a protecção da tia, que se apaixona e também o afasta. Ambicioso, investe num casamento lucrativo e em amizades profícuas. Tudo é alcançado, como pretendia. Sem nunca ter sido muito inteligente, foi esperto. Representativo de uma classe, bem como as outras personagens que interagem na história, representa a sociedade portuguesa oitocentista. É bem característico o estilo de Eça, para quem aprecia. Eu gostei e recomendo. Ainda que não seja a sua grande obra, não deixa de ter o seu interesse, sobretudo cultural.

"E no silêncio apavorado que deixara aquela voz profética, em que se sentia a ameaça de graves tormentas sociais rolando do fundo do horizonte, aproximei-me instintivamente do conde,…

Again...

Hoje foi tarde de...

...toiros à corda!

Zé zé Camarinha

A ideia que tinha deste senhor piora de cada vez que o oiço: machista, materialista, cobarde, egocêntrico, infantil e terrivelmente chato! Os meus meninos tinham muito para lhe ensinar!

Catarina, a Grande

Este livro, cuja autora é Silvia Miguens, agradou-me. Conta a história da czarina Catarina, conhecida pelos mais próximos como Figchen. Nascida para reinar, conviveu com as intrigas do poder e as malhas da suprema ambição. Procurou em todos os homens o amor de Georgie, seu tio e primeiro amor. Apaixonou-se pela Rússia, sendo alemã, tornou-se uma mulher de força e com força que, a dada altura, cegou pelo poder e colocou-o acima da emoção. Odiada por muitos, amada por outros e sempre apaixonada. Julgada por todos, como as mulheres de carácter sempre o são.
A minha edição é da Casa das Letras e possui 303 páginas.

"- Ninguém poderia tê-lo expressado melhor - disse o embaixador Ségur, entregando-me um copo.
- Meu querido Ségur, sempre galante... Mas é apenas uma brincadeira. Sabe que não poderia tolerar coisa alguma se não fosse pelos amigos.
- E pelas amigas - esclareceu a minha Dagchov, que não se separava de nós desde que fora nomeada por mim diretora da Academia Russa, perante o des…

Está na hora...

de abrir a semana. Bora lá!

Mimos

Os meus alunos têm sido muito generosos no que toca a mimos. Estou a falar de turmas de secundário, onde já não existe uma tendência tão espontânea para a demonstração de afectos  mas eis que numa aula em que voltam a insistir: - A professora tem a certeza que se nós escrevermos uma carta, eles não a deixam ficar cá? É que não é justo, as suas aulas são as que passam mais rápido e nós aprendemos.
No mesmo dia, mas noutra turma: - A professora para onde é que quer ir para o ano. Eu acho que era boa ideia ficar connosco. A professora vai ter montes de saudades nossas e nós também, vale mais ficar cá...
Digam lá que não vale a pena receber estes miminhos? Por vocês, contínuo a acreditar que sonhar é possível.

Meta final

Estamos quase a terminar o ano letivo e os trabalhos vão-se acumulando, mas já me cheira a despedida e com ela a saudade. Estou cansada, saturada desta estrada que nunca mais termina e, no entanto, não consigo desviar-me deste caminho cada vez mais só, cada vez mais incompreendido, cada vez mais esforçado por um fardo maior, com penalizações irrecuperáveis e estratégias. A cada ano que passa, as descargas são mais violentas, a vontade de construir o sólido permanece numa gaveta, aguarda uma oportunidade que se converta. Chegará, não chegará? Não me parece, mas permaneço. Avanço...paro, mas sei que preciso de sobreviver. E eu preciso de acreditar que vivo.

Triste!

Sabia melhor, mas não entendo o que aconteceu.