Pois é, quando João Morales me pediu este texto, com a rapidez que caractriza os irresponsáveis eu disse logo que sim, pois claro, num abrir e fechar de olhos eu iria entregar-lhe os seis mil caracteres sobre uma obra de um autor novo que me tivesse agradado. Alguém em quem eu apostasse - acho que foi assim que o assunto ficou definido.
No entanto, ainda mal tinha desligado o telefone e já caía em mim. Como poderia eu começar a largar senteças sobre as mais novas revelações das letras pátrias se o meu conhecimento das novas revelações das letras pátrias era mínimo?
É evidente que há meia dúzia de nomes que conheço mas: a) não aposto em muitos deles nem eles precisam; b) até apostaria nalguns, não fosse o caso de temer que eles se sentissem ofendidos comigo por já andarem nestas lides há um ror de tempo e já se sentirem desconfortáveis por alguém ainda os considerar "revelações"...
Respirei fundo, lembrei-me de tudo o que tinha lido recentemente, e ali fiquei na dúvida angustiante de escolher "o tal". Mas as minhas mais recentes leituras tinham-me levado a António Lobo Antunes, à Agustina e... oh céus!, ao Camilo Castelo Branco. Nenhum deles se poderia com rigor incluir na categoria de jovens em quem eu apostasse. Claro que apostaria em todos e, como bem sabemos, a juventude não passa de um estado de espírito mas, apesar de tudo, convém não exagerar.
Decidi então fazer uma viagem pelas livrarias e seguir o método que o Gonçalo M. Tavares me ensinou para avaliar rapidamente a qualidade de um livro: abri-lo ao acaso, ler umas frases ao acaso, e ver se tem força suficiente para nos agarrar e nos fazerem passar para além delas (leia-se: comprar o livro).
Alice Vieira in Os Meus Livros
Depois do grande sucesso que foi o filme "Hotel Ruanda", eis que surge o livro.
Durante o apogeu do moticínio naquele país africano, Paul Ruseagabina arriscou a vida para salvar 1300 refugiados, protegendo-os no interior do hotel.
O livro vai mais longe que o filme, ao relatar parte do passado do humilde gerente do hotel, tal como a sua vida desde os terríveis eventos. Explora ainda a sua educação e experiência enquanto primeiro gerente ruandês de um hotel europeu. A vida do próprio chegou a estar em perigo, pois enquanto Hutu casado com uma Tutsi, era visto como um alvo a abater.
in Os Meus Livros
Não vi o filme, mas como começo sempre ao contrário, primeiro vou ler o livro. Se já viram comentem e contem-me como é.
Durante o apogeu do moticínio naquele país africano, Paul Ruseagabina arriscou a vida para salvar 1300 refugiados, protegendo-os no interior do hotel.
O livro vai mais longe que o filme, ao relatar parte do passado do humilde gerente do hotel, tal como a sua vida desde os terríveis eventos. Explora ainda a sua educação e experiência enquanto primeiro gerente ruandês de um hotel europeu. A vida do próprio chegou a estar em perigo, pois enquanto Hutu casado com uma Tutsi, era visto como um alvo a abater.
in Os Meus Livros
Não vi o filme, mas como começo sempre ao contrário, primeiro vou ler o livro. Se já viram comentem e contem-me como é.
Comentários