E, se o talento não se aprende, as técnicas e o desenvolvimento de um método de escrita constituem a essência do livro de Sonia Belloto, que dedica várias páginas à estrutura do texto, à caracterização das personagens e à importância dos diálogos na boa construção de uma história.
Aqui, uma espécie de leitor-modelo é o centro do mundo e é em função dele que se apresentam recursos estilísticos e estratégias narrativas através de exemplos concretos. Os erros frequentes e os lugares-comuns são também apresentados, de modo a que se possam confrontar com formas eficazes de atingir objectivos específicos traçados inicialmente. O leitor é convidado a reparar em pormenores de livros como "O Nome da Rosa" ou "Alice no País das Maravilhas", com o desígnio de decifrar mecanismos mais eficazes para a comunicação de cada ideia ou sensação. Frases curatas, simplicidade, surpresa e boa utilização das figuras de estilo são as regras mais apontadas.
Curiosamente, os últimos cinco capítulos do livro de Belloto são dedicados à produção, ao mundo editorial e ao mercado do livro e edição, cumprindo-se assim a segunda parte do título, aquela que remete para a tão ansiada publicação.
Nesta parte final apresenta-se ao leitor o funcionamento empresarial que qualquer editora pressupõe, explicando a necessidade de vender livros que se editam e os processos que podem ajudar a garantir essa venda. Além disso, as diferentes fases de produção do livro são elencadas e a profissionalização do mercado livreiro é introduzida como tema fulcral para fazer compreender a necessidade de um método forte e de um conhecimento profundo para que a escrita possa resultar como ganha-pão. A importância desta visão abrangente é corroborada pela conversa que mantivemos com a autora.
Depois do grande sucesso que foi o filme "Hotel Ruanda", eis que surge o livro.
Durante o apogeu do moticínio naquele país africano, Paul Ruseagabina arriscou a vida para salvar 1300 refugiados, protegendo-os no interior do hotel.
O livro vai mais longe que o filme, ao relatar parte do passado do humilde gerente do hotel, tal como a sua vida desde os terríveis eventos. Explora ainda a sua educação e experiência enquanto primeiro gerente ruandês de um hotel europeu. A vida do próprio chegou a estar em perigo, pois enquanto Hutu casado com uma Tutsi, era visto como um alvo a abater.
in Os Meus Livros
Não vi o filme, mas como começo sempre ao contrário, primeiro vou ler o livro. Se já viram comentem e contem-me como é.
Durante o apogeu do moticínio naquele país africano, Paul Ruseagabina arriscou a vida para salvar 1300 refugiados, protegendo-os no interior do hotel.
O livro vai mais longe que o filme, ao relatar parte do passado do humilde gerente do hotel, tal como a sua vida desde os terríveis eventos. Explora ainda a sua educação e experiência enquanto primeiro gerente ruandês de um hotel europeu. A vida do próprio chegou a estar em perigo, pois enquanto Hutu casado com uma Tutsi, era visto como um alvo a abater.
in Os Meus Livros
Não vi o filme, mas como começo sempre ao contrário, primeiro vou ler o livro. Se já viram comentem e contem-me como é.
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