
Parecia que o novo reinado ia começar sob uma sina má: a 8 de agosto de 1950, em Lisboa evocava-se o falecido D. João V. Seria o filho primogénito, D. José (nascido a 6 de Julho de 1914) a subir ao trono. A 10, grandes da nação cumprimentavam o novo soberano, só que, nesse mesmo dia, um incêndio deflagrou no Hospital de Todos-os-Santos, e ainda fez estragos nas casas da vizinha Betesga. Os doentes foram salvos por populares e padres de conventos próximos. Enfim, contra os vaticínios, lá seria o novo rei aclamado a 7 de Setembro, no Paço da Ribeira.
A desgraça maior no seu reinado seria, claro, a da factídica manhã de 1 de Novembro de 1755, quando as forças da natureza se conjugaram para destruir Lisboa e uma parte do país. D. José encontrava-se no "campo real" de Belém (origem da actual sede da Presidência da República). O seu palácio (no Terreiro do Paço), com o precioso recheio, foi completamente destruído pelo megassismo e o incêndio que se lhe seguiu. Apavorado, o soberano jamais voltaria a viver na capital. Eis a génese do palácio da Ajuda, uma área então fora dos limites da cidade. Durante décadas, a familia real ficou a habitar num palácio de madeira, conhecido por "Real Barraca" - que ardeu em 1794.
Agora vamos a um pouco de história malta!
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