
Estamos quase a terminar o ano letivo e os trabalhos vão-se acumulando, mas já me cheira a despedida e com ela a saudade. Estou cansada, saturada desta estrada que nunca mais termina e, no entanto, não consigo desviar-me deste caminho cada vez mais só, cada vez mais incompreendido, cada vez mais esforçado por um fardo maior, com penalizações irrecuperáveis e estratégias. A cada ano que passa, as descargas são mais violentas, a vontade de construir o sólido permanece numa gaveta, aguarda uma oportunidade que se converta. Chegará, não chegará? Não me parece, mas permaneço.
Avanço...paro, mas sei que preciso de sobreviver. E eu preciso de acreditar que vivo.
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