
Hoje os dias não parecem meus... sinto o frio perto do terror de não possuir mão que me encaminhe.
Nimbada pela ausência de luz, pelo santo nimbado que não me protege do frio imenso do Inverno glaciar. Cá dentro tudo forrado de veludo negro em que estremeço num sorriso menos empenhado. Lá fora a luz que não entra nos meus pensamentos soturnos e pouco seguros de vir a ser. Incoerência do que fui mantenho-me de pé, porque "as árvores morrem de pé". A vida mantém-me no limiar da ausência. Eu não sou eu nem sou ninguém que queira ser. Tento sonhar... baixinho... os sonhos são cadas vez mais curtos, mais imediatos, mais frios.
Fecho os olhos e faço um esforço para continuar uma ilusão que me pareceu boa e nesse instante apareço nimbada de luz sempre segura.
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