
Se quero datas acerca da Rússia do século XIX recorro aos manuais de História, porém, se quero a verdade sobre aquela época, então socorro-me de Tolstoi, de Chéjov, de Turguénev, de Gogol. (...) O historiador dá-nos conta dos factos, o novelista chega ao fundo dos sentimentos.
E. L. Doctorow, in Babelia, 13\05\06
Sempre achei as história cheia de factos que não contribuiam em muito para a minha felicidade. É certo que algumas matérias me fascinavam, como é o caso das ditaduras. ... E depois dáva-nos cultura geral... O. K. A muito custo sempre fui andando e até era das melhores da turma, mas aquilo sempre foi um pouco secante.
Mais tarde entrei no mundo dos romances históricos e comecei a querer saber mais. Os que mais me interessavam era aqueles que retratavam a vida dos ilustre que tanta coisa tinha feito, mas de quem bem pouco sabíamos. Hoje já sou capaz de ler um livro de história sem esforço, mas considero que devia ser assim o ensino de história. Deviam prender-nos a atenção com qualquer coisa para só depois nos darem os factos, assim como não quer a coisa... Porque debitar uma data de datas que eu só sei enquanto não realizar o teste, não me parece de facto muito produtivo, o que não vem ajudar ao extenso programa que a malta é obrigada a gramar a frio, como se fosse uma tortura.
E depois, não há nada como um bom livro para nos levar a navegar por águas nunca dantes navegadas.
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