"No seguimento destas novas estratégias, certos valores devem primar pela ausência, pelo menos no seu entendimento tradicional/académico: ausência de autor, de "estilo", ausência de autenticidade/verdade, ausência de originalidade; ausência de expressão; ausência de emoções/gesto; ausência de elevação estética". (Paulo Mendes, 1992)
A intenção, compreende-se, é a do envolvimento do público na própria obra, mas não há bela sem senão. O senão, estamos a vivê-lo agora. Resta esperar que a ressaca passe e algo mais inovador nos alivie esta grande dor de cabeça que é a da decadência do nosso mais que vivido e consumido pós-modernismo.
Xana, vocalista dos Rádio Macau in Os Meus Livros
Andei a ler este livro, terminei-o há 2 dias e tive uma grande desilusão. Bem, é certo que eu já não tinha gostado de "O Diário de Anne Frank", por isso, também não gostei deste. Passei o livro todo a pensar que a jovem era normalíssima apesar de viver no regime de Estaline. As preocupações eram as mesmas de qualquer jovem com a idade dela, aliás até a achei um pouco acriançada dadas as circunstâncias e os seus 18 anos de idade. Enfim, um fiasco! Não consigo gostar mesmo, porque fico sempre à espera de detalhes e pensamentos que eu acharia próprios da época e do contexto e acabo por achar que as jovens sofreram um bocado sim, mas isso não as fez diferentes da grande maioria dos jovens de hoje com a mesma idade, inclusivê esta abusa do egocentrismo e preocupação estética de uma forma quase doentia. Gostaria de ter mais para dizer, mas de facto, o livro não me despertou grande atenção. Na minha opinião: não comprem!
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