Provavelmente estavam à espera que eu escrevesse uma crónica em que falasse de livros, ou que enaltecesse o prazer da leitura, mas confesso que hoje me sinto terrivelmente preguiçoso para o fazer. A culpa é do meu imaginário demasiado absorvido pelos territórios do amor. Há dias em acordamos assim...
Quarteira está admirável, nesta manhã de sol. Fixo o mar ao som de um cd de Serge Reggiani, com canções que falam de amor, e recordo, com alguma nostalgia, os espectáculos que esta grande figura da canção francesa realizou entre nós. Realmente, a sua arte de cantar e de dizer transportam-nos para os territórios da magia.
Cultivando a inteligência e o rigor, Regianni, neste albúm que acabei de ouvir, interpreta com uma singular expressividade Appolinaire, Boudelaire, Verlaine, Rimbaud, Boris Vian, Jacques Prévert e Aragon.
Luis Machado in Os Meus Livros
Andei a ler este livro, terminei-o há 2 dias e tive uma grande desilusão. Bem, é certo que eu já não tinha gostado de "O Diário de Anne Frank", por isso, também não gostei deste. Passei o livro todo a pensar que a jovem era normalíssima apesar de viver no regime de Estaline. As preocupações eram as mesmas de qualquer jovem com a idade dela, aliás até a achei um pouco acriançada dadas as circunstâncias e os seus 18 anos de idade. Enfim, um fiasco! Não consigo gostar mesmo, porque fico sempre à espera de detalhes e pensamentos que eu acharia próprios da época e do contexto e acabo por achar que as jovens sofreram um bocado sim, mas isso não as fez diferentes da grande maioria dos jovens de hoje com a mesma idade, inclusivê esta abusa do egocentrismo e preocupação estética de uma forma quase doentia. Gostaria de ter mais para dizer, mas de facto, o livro não me despertou grande atenção. Na minha opinião: não comprem!
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