Achei que durante a minha adolescência tinha sido diferente. Gostava de heavy netal e educava frequentemente os meus ouvidos para aqueles sons carregados de adrenalina. A minha avó que tinha de ouvir Sepultura às 7 da manhã, passava a vida a dizer que "os senhores nunca paravam de vomitar". O.K.! Digamos que não era muito simpático da parte dela ofender assim as minhas escolhas, mas querida avó, depois de ouvir estes sons tonitruantes, começo a perceber-te e sentir-me velha!
Andei a ler este livro, terminei-o há 2 dias e tive uma grande desilusão. Bem, é certo que eu já não tinha gostado de "O Diário de Anne Frank", por isso, também não gostei deste. Passei o livro todo a pensar que a jovem era normalíssima apesar de viver no regime de Estaline. As preocupações eram as mesmas de qualquer jovem com a idade dela, aliás até a achei um pouco acriançada dadas as circunstâncias e os seus 18 anos de idade. Enfim, um fiasco! Não consigo gostar mesmo, porque fico sempre à espera de detalhes e pensamentos que eu acharia próprios da época e do contexto e acabo por achar que as jovens sofreram um bocado sim, mas isso não as fez diferentes da grande maioria dos jovens de hoje com a mesma idade, inclusivê esta abusa do egocentrismo e preocupação estética de uma forma quase doentia. Gostaria de ter mais para dizer, mas de facto, o livro não me despertou grande atenção. Na minha opinião: não comprem!
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