Em "El Senõr Borges" Donal Yates diz: "Tive muito tempo para lhe fazer perguntas que só a um biógrafo ocorrem". O que acha que ele quer dizer com isso?
A. V. : Nós, biógrafos temos uma maneira de fazer certas perguntas, já que é muito pretender as confissões de alguém que vamos biografar. Perguntando alguma coisa ocasional ou trivial procuramos entrar de forma colateral em outros temas mais importantes. Ninguém gosta de falar de certos factos da própria vida, seja por pudor, vergonha, timidez ou outras razões. Borges era um deles.
Andei a ler este livro, terminei-o há 2 dias e tive uma grande desilusão. Bem, é certo que eu já não tinha gostado de "O Diário de Anne Frank", por isso, também não gostei deste. Passei o livro todo a pensar que a jovem era normalíssima apesar de viver no regime de Estaline. As preocupações eram as mesmas de qualquer jovem com a idade dela, aliás até a achei um pouco acriançada dadas as circunstâncias e os seus 18 anos de idade. Enfim, um fiasco! Não consigo gostar mesmo, porque fico sempre à espera de detalhes e pensamentos que eu acharia próprios da época e do contexto e acabo por achar que as jovens sofreram um bocado sim, mas isso não as fez diferentes da grande maioria dos jovens de hoje com a mesma idade, inclusivê esta abusa do egocentrismo e preocupação estética de uma forma quase doentia. Gostaria de ter mais para dizer, mas de facto, o livro não me despertou grande atenção. Na minha opinião: não comprem!
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