- Tem dedicado as duas últimas décadas a estudar a vida e obra de Borges. Quais as grandes surpresas que foi encontrando?
A. V. : Mais do que surpresas, ao longo destes anos tenho encontrado confirmações. Borges foi o ser mais literário que este tempo nos ofereceu e em todos os seus procedimentos isso está presente. Tudo, de uma ou outra maneira, se transformava em literatura. Uma vez escreveu sobre o poeta Enrique Bachs que "este homem teve a fortuna de ser abandonado por uma mulher". O sofrimento que lhe provocou esse abandono motivou a escrita de páginas maravilhosas da nossa literatura, ou seja, para Borges se o sofrimento serve para escrever boas páginas, quem dele padece é afortunado.
Andei a ler este livro, terminei-o há 2 dias e tive uma grande desilusão. Bem, é certo que eu já não tinha gostado de "O Diário de Anne Frank", por isso, também não gostei deste. Passei o livro todo a pensar que a jovem era normalíssima apesar de viver no regime de Estaline. As preocupações eram as mesmas de qualquer jovem com a idade dela, aliás até a achei um pouco acriançada dadas as circunstâncias e os seus 18 anos de idade. Enfim, um fiasco! Não consigo gostar mesmo, porque fico sempre à espera de detalhes e pensamentos que eu acharia próprios da época e do contexto e acabo por achar que as jovens sofreram um bocado sim, mas isso não as fez diferentes da grande maioria dos jovens de hoje com a mesma idade, inclusivê esta abusa do egocentrismo e preocupação estética de uma forma quase doentia. Gostaria de ter mais para dizer, mas de facto, o livro não me despertou grande atenção. Na minha opinião: não comprem!
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