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A vidinha


A vidinha de todos os dias deveria ser real, carregadade honestidade cruel de verdade incorrompínvel. Devia ser como é, sem artifícios que nos façam descansar no mundo do fantástico... porque o fantástico é coisas de sonhadores e nós não podemos sonhar! Acomodamo-nos assim ao quotidiano que queremos real ainda que não seja feliz. Carregamo-nos de aleivosias que não sinceras vistas tendem a encher de vigilância atenta pelo passo do próximo. Jogo de inteligentes, dizem eles... cansativo, por certo, mas lucrativo, muito lucrativo, para alguns. Enchemos então a mala de imitações que julgamos clarificar através de jogos mentais pouco precisos e levamos para casa a semente do que não é. Sonhamos à noite e fingimos de dia! Tristeza a minha que nunca encontro a realidade! E vamos assim nesta realidade pouco definida sem cálculo definido em que aplaudimos a subjectividade da honestidade à minha medida, que é sempre diferente de onde estou e com quem estou.

Viver tão pouco e mesmo assim fingir viver!!! Louca a vida de um descrente ilusionista de aleive que não acredita.

E assim vamos andando, é a vidinha! Uns mais conformados, outros menos inteligentes, que a vida não está para modas, vamos como Deus manda, que o gajo ainda não percebeu que quem manda é o Sócrates. Engenheiro da treta, pois então! Tem de ser, e o que tem de ser tem muita força. Vá lá ver então, para a frente é que é Lisboa e esses discursos estranhos é conversa de quem não tem o que fazer.

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Eu Quero Viver - Nina Lugovskaia

Andei a ler este livro, terminei-o há 2 dias e tive uma grande desilusão. Bem, é certo que eu já não tinha gostado de "O Diário de Anne Frank", por isso, também não gostei deste. Passei o livro todo a pensar que a jovem era normalíssima apesar de viver no regime de Estaline. As preocupações eram as mesmas de qualquer jovem com a idade dela, aliás até a achei um pouco acriançada dadas as circunstâncias e os seus 18 anos de idade. Enfim, um fiasco! Não consigo gostar mesmo, porque fico sempre à espera de detalhes e pensamentos que eu acharia próprios da época e do contexto e acabo por achar que as jovens sofreram um bocado sim, mas isso não as fez diferentes da grande maioria dos jovens de hoje com a mesma idade, inclusivê esta abusa do egocentrismo e preocupação estética de uma forma quase doentia. Gostaria de ter mais para dizer, mas de facto, o livro não me despertou grande atenção. Na minha opinião: não comprem!

O tamanho

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É um calhamaço!! Conta com 629 páginas, rebuscadas, com um vocabulário erudito, muitas personagens, mas ... fascinante! Este livro, obviamente, relata a história de vida de D. Sebastião com todos os pormenores, desde a mãe que o deixou, à sua deformidade física, ao seu caráter, bravura... Assim, este pequeno rei, em tamanho e em idade, demonstrou a sua infantilidade nos rasgos de bravura. Inocente, sonhava com a guerra, mas soube antever os interesseiros que lhe apareceram pelo caminho. Existe também Miguel, um menino que nasceu no mesmo dia que ele e que o acompanha ao longo da história, mas que acaba por nunca conseguir aproximar-se o suficiente. É ele o vidente do título, mas a sua personagem acaba por não ser muito "útil", uma vez que é incapaz de mudar o rumo dos acontecimentos, limita-se a admirá-lo ao ponto de o acompanhar à morte. Quem não conhece D. Sebastião, o desejado, aquele que desapareceu em Alcácer Quibir e que regressará envolto no nevoeiro. Cá te es...