
Às vezes sinto-me violentada, magoada, banida, dorida... saco de boxe em que todos descarregam por causa dos seus umbigos grandes. Ai a dor da minha alma! Sorrio, aprendo a ser irónica e a dar bofetadas sem saída, ensino que pode bater muito no ceguinho, mas que não é com brutalidade que o levará a ver o caminho.
No trabalho é sempre o mesmo ramerrão de queixas e queixumes que não doem, mas chateiam, corroem, exasperam, mostram o podre em que nos encontramos, mostram as almas medíocres, os espíritos vulgares...
Ai o que eu aprendo com os outros! E nunca mais chega o fim do mês! Ou o fim de semana! Levo tareias descomunais da vida, mas não me posso queixar, porque não há linha de apoio aos desiludidos com sonhos. Bem, resta-me lamber as feridas e... continuar a sonhar!
Comentários
Tão bom que vou copiar...