
Contudo, o mais assombroso é que tivesses conseguido enganar tantos peritos durante décadas. Elmyr, desde o começo da sua carreira em 1946, pintou cerca de mil obras de arte atribuídas a mestres, desde Modigliani até Picasso. Só no período com Legros se calcula que tenha ganho 35 milhões de dólares. E, sem os graves conflitos pessoais entre os seus dois sócios e vendedores, nunca teria sido descoberto.
Agora, quase 30 anos depois da sua morte, uma galeria em Madrid, Tribeca, dedica-lhes uma exposição, até final deste mês, que inclui 25 obras (desenhos, guaches, aguarelas, esferográfica e tinta-da-china) inspiradas em Modigliani, Léger e Renoir, além de uma tela (pintada entre a955-57) inspirada em André Lhote, um pintor pós-impressionista próximo do cubismo e do fauvismo.
Alberto de las Fuentes in Única
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