
Entro por essa estrada e batida, regada de pobres pensamentos cuidados e banhados na seca ausência de ideias. Vou bem montada! Sei lá... É giro! O meu jipe transborda cuidados. Quero ver-te nu. Sem ti para os outros. Quero ver-te! Escondo-me atrás dos vidros fumados pelo cigarro absurdo da dúvida permanente da certeza cansativa do melhor. Olho-te individualmente e escuto o bater das ondas na rocha. O vermelho ofusca-te. Tento irromper pela coragem que não tenho. Não tenho unhas para esta merda! Saio, tenho de sair.
Anda... vou-te mostrar o que quero, como quero és tu que tens de saber. Aprende, vive, sonha! A seguir conduzes tu, conheces tu. Perdoa a falta de saber melhor, mas mostrei-te o método. Chamei-lhe uns erros bonitos e enganei-me por amor.
Vou, mas espero ficar. Prometo voltar, um dia... quem sabe para os teus filhos. Espero ainda reconhecer o cheiro a mar... Agora... vou! Na minha viagem novinha em folha!
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