
Agora estou sozinha. Dividida pelo pensamento da obrigação, da gratificação e da conjugação de sinais bons. À noite doi mais um pouco. A solidão entra-nos pela janela com o silêncio da lua. Escorrego na saudade de imaginar, de recordar e suspiro. Um suspiro magoadamente feliz, estranho, confuso e irrequieto. A paz de nunca estarmos sós, mas connosco vivos, certos, imemoráveis. Enumeração imaculada do que penso apenas ser agora.
Estendo-me à noite... quero ter tempo de sonhar sobre o cansaço que me vence e atrai para a ilusão involuntária. A insónia passou, pesadamente inerte: sonho, respiro... pelo nada. Sem conseguir implorar. A noite que me sonha inventada...
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