
Céu infinito, descontrolado, moribundo de sonhos inconscientes, vaidosos, monótonos pela inalcansável saciedade. Estando ali estarei mais feliz. Em voos infinitos que me alimentam e estreiam na possibilidade, só pela possibilidade. O quero ser, como quero ser, o que os outros querem sonhar não me invalida. Lá em cima, sou a mais feliz entre os felizes, ainda que o sonho não seja o alimento, é o sal. Tenho de me encontrar na base para subir, subir, subir... a luz que não quero ver, o sal áspero da vida que me traz presa à ilusão de crescer... lá em cima, no alto do que não sou e que ninguém vê.
O céu não é o fim, é o meio.
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