
Nunca soube rezar, nunca quis saber... mas à minha maneira oro muito mais do que desejaria. Ando à minha procura... sinto-me só, desiquilibrada, descalibrada... até incompreendida. Sei que me vou erguer, acabo sempre por fazê-lo, mas sinto-me desorientada... Apesar da minha instabilidade emocional nunca estar a descoberto devido à minha forte defesa... agora, sinto-me frágil, desamparada, incapaz de me erguer sem ti... tu, que levaste a minha base, o meu porto de abrigo, voaste para longe e deixaste-me sozinha.... tantos complexos poderiam explicar-me... mas deixou de ser racional... Sei que vou fugir... sou tão previsível até no isolamento a que me voto... esperando que voltes e me digas o caminho. Não o fizeste na vida, não o farás na morte... mas estavas lá, com os teus olhos meigos, com a tua ternura de sorrisos meus... avô nunca me vou conformar com a tua partida! Quanto tempo vou demorar a crescer? Não era suposto sentir-te sempre por perto? Porque é que cada vez que me perco de mim, perco-me sempre de ti. Porque é que nunca conseguimos alcançar mais do que aquilo que os olhos vêem?
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