
Queria ter a lezíria, recordar como a sentia tão minha e parte de mim. Reconhecê-la como casa, ter saudades desse cheiro de Tejo meu. Sem pátria no coração... já não tenho lezíria... já não corro no Tejo! Aquele Tejo da saudade perdida nos percursos indiscretos que vieram desaguar ao mar! É a ordem natural das coisas? Não, é a ordem que eu escolhi, do Tejo cheio e farto que corre e corroi na ânsia de crescer pelo caminho mais longo e tortuoso. A lezíria das estradas largas são as veias que vou enchendo de sal e... de sinónimos do que procuro, do que não encontro, do que perdi para me encontrar.
A minha lezíria... não a nego... mas já não a reconheço nas largas margens dos salgueirais do Tejo!
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