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Alimentação literária


Quando chegam por perto as férias, a minha alimentação literária abandona as dietas e inicia um período de variedade linguística. Farta da falta de recursos que uma ilha pequena proporciona ao nível literário, resolvi encomendar uns livrinhos directamente da editora. Escolhi "Não é o Fim do Mundo", de Ana Nobre de Gusmão e..... desapontamento total. Fala-nos de uma mulher que se divorcia e se debate com os típicos problemas de voltar ao seio familiar com uma filha e que é incapaz de continuar a viver. Sobrevive no meio de uma família gasta e possessiva e não é capaz de cortar as amarras unilaterais que a ligam ao ex-marido.

O livro não é difícil de ler, mas fiquei com a sensação de que vai acontecer qualquer coisa, mas nunca acontece, aliás não acontece mesmo!! Género literatura light para quem gosta de não prestar muita atenção a nada entre um banho e outro. É também mais interessante se for possível a nossa identificação com a protagonista, penso eu.

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Hotel Ruanda em livro

Depois do grande sucesso que foi o filme "Hotel Ruanda", eis que surge o livro.
Durante o apogeu do moticínio naquele país africano, Paul Ruseagabina arriscou a vida para salvar 1300 refugiados, protegendo-os no interior do hotel.
O livro vai mais longe que o filme, ao relatar parte do passado do humilde gerente do hotel, tal como a sua vida desde os terríveis eventos. Explora ainda a sua educação e experiência enquanto primeiro gerente ruandês de um hotel europeu. A vida do próprio chegou a estar em perigo, pois enquanto Hutu casado com uma Tutsi, era visto como um alvo a abater.

in Os Meus Livros

Não vi o filme, mas como começo sempre ao contrário, primeiro vou ler o livro. Se já viram comentem e contem-me como é.

Fico triste

Faço um esforço tremendo para me colocar no lugar do outro. Faço mesmo! Todos os dias tento não ser precipitada nem impulsiva nas minhas respostas porque não me coloquei no lugar do outro. É verdade que isto me custa imenso, porque por norma sou a típica mulher com "pelo na venta", que tem sempre a resposta preparada e pronta a ser disparada assim que me sinto ameaçada ou me deparo com alguma situação que considero injusta. Imponho-me então esta disciplina diária e melhorei nas minhas respostas mais ponderadas, polidas e mais assertivas, mas... quando percebo que do outro lado não há o mesmo esforço e o dedo é apontado na minha direção ou na de alguém que não se pode explicar, fico perdida... apetece-me mandar tudo para um real sitio que eu cá sei. O meu aperfeiçoamento está a ter frutos e em vez disso tento explicar o meu ponto de vista e aguardo que me respondam com argumentos válidos, que me façam repensar as minhas posições. Quando isso não acontece...bem... ou opto pel…

O fim da inocência, de Francisco Salgueiro

Olá,
este livro lê-se num ápice. Numa linguagem simples e com um enredo brutal e verídico, é um livro de e para adolescentes. Como mãe, fiquei chocada que, enquanto professora, já desconfiava. A narradora perde, segundo ela, tardiamente, a virgindade, com 14 anos. Foi violada por 2 homens que lhe montaram uma armadilha. Esta, adolescente, de classe média alta conta, de forma demasiado real, a vida e objetivos dos adolescentes atuais. Não se enganem se pensavam ser rebeldes. Eles sabem tudo sobre nada. O vazio com que se debatem, a procura incessante em novas emoções no sexo, que é vulgarizado como algo carnal apenas, e nas drogas é atroz. Os riscos constantes, as violações de privacidade, de intimidade. É difícil de digerir, é inconsequente, é... inverosímil, cremos nós. Todo o livro gira em torno do sexo e das drogas e da visão do mundo dos adolescentes. Este livro dói, magoa até ao limite do absurdo. Porquê? Como? O que fizeram ou não fizeram aos nossos adolescentes?
"Nessa noi…