
Porque há armas que não ferem com sangue, mas magoam a alma, entram directamente no vácuo que queremos manter insensível. Aquele olhar que domina, que se entranha estranhamente nas nossas autodefesas e exclama, reclama, determina que não sigas mais sem te lembrares de mim. Não negues sem me aceitar, sem me determinar como parte da tua história.
E se esse olhar for o teu? E se esse olhar for parte de mim que quero manter incólume às agruras em que me rebaixo por mim! Sempre esse teu olhar em mim que me corroi a armadura, esse arma que nego forte e pura, que doi e não ignora a vida que tenho de viver sem ti, sem mim...perdida no tempo do horizonte que escolhi esconder.
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