O mês de Agosto é, regra geral, o mês das minhas férias. Não porque o prefira, mas porque não tenho outro remédio. Para quem começou a trabalhar tão cedo e sempre sem férias, ter direito a férias devia ser uma benção. Não é. É a ansiedade por começar de novo, de ter a certeza que posso começar de novo. Com a crise veio o desemprego e com o desemprego é cada vez mais difícil conseguir colocação, porque o desespero começa a tomar conta de todos e se até agora tenho ficado com os lugares que mais ninguém quer, este ano não sei, como nunca soube nos outros anos. É sempre um totoloto, um começar de novo. Tenho gostado de todas as experiências, mesmo com todas as minhas dificuldades de adaptação, mas não sou optimista por natureza e prevejo sempre o pior! Tenho medo e sofro, mas também começo a cansar-me e só penso que não quero arrepender-me das minhas escolhas...mas é difícil. A nossa vida pessoal é uma montanha russa, as condições de trabalho sempre a mudar e ultimamente para pior e ninguém nos ouve...ninguém percebe que estamos a esgotar-nos. Estamos a servir o sistema, mas também a construir o futuro...mas parece que é só construí-lo, porque o meu.... as histórias repetem-se, as mesmas fraquezas, os mesmos enganos e já custa tanto começar sabendo que teremos de largar. Aguardamos que a nossa vida se resolva nos últimos 3 dias do mês e entretanto...custa tanto estar de férias!
Andei a ler este livro, terminei-o há 2 dias e tive uma grande desilusão. Bem, é certo que eu já não tinha gostado de "O Diário de Anne Frank", por isso, também não gostei deste. Passei o livro todo a pensar que a jovem era normalíssima apesar de viver no regime de Estaline. As preocupações eram as mesmas de qualquer jovem com a idade dela, aliás até a achei um pouco acriançada dadas as circunstâncias e os seus 18 anos de idade. Enfim, um fiasco! Não consigo gostar mesmo, porque fico sempre à espera de detalhes e pensamentos que eu acharia próprios da época e do contexto e acabo por achar que as jovens sofreram um bocado sim, mas isso não as fez diferentes da grande maioria dos jovens de hoje com a mesma idade, inclusivê esta abusa do egocentrismo e preocupação estética de uma forma quase doentia. Gostaria de ter mais para dizer, mas de facto, o livro não me despertou grande atenção. Na minha opinião: não comprem!
Comentários