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Brandos costumes...



     Somos um país de brandos costumes, a nossa história demonstra que nem fomos maus colonizadores, durante o salazarismo fomos capazes de fazer uma revolução pacífica, mas já não somos uma país iletrado, ainda que os doutores e licenciados nos tenham feito algum bem. Estamos cansados! Vejo pais que lutaram toda a vida para puderem dar um futuro aos filhos, cumpriram a sua parte e os filhos continuam debaixo do seu teto sem saber bem o que fazer com o tanto que lhe deram. Pais, filhos e todas as classes profissionais estão desencantadas e forçosamente com o futuro hipotecado e desmotivados para o que aí não vem. O pais envelhece porque não há novos, já todos estamos velhos, os casais não têm filhos porque não há educação, não há saúde...os pilares da sociedade ameaçam ruir e por pouco sempre os nossos brandos costumes vão aguentar a fome dos nossos filhos.

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Hotel Ruanda em livro

Depois do grande sucesso que foi o filme "Hotel Ruanda", eis que surge o livro.
Durante o apogeu do moticínio naquele país africano, Paul Ruseagabina arriscou a vida para salvar 1300 refugiados, protegendo-os no interior do hotel.
O livro vai mais longe que o filme, ao relatar parte do passado do humilde gerente do hotel, tal como a sua vida desde os terríveis eventos. Explora ainda a sua educação e experiência enquanto primeiro gerente ruandês de um hotel europeu. A vida do próprio chegou a estar em perigo, pois enquanto Hutu casado com uma Tutsi, era visto como um alvo a abater.

in Os Meus Livros

Não vi o filme, mas como começo sempre ao contrário, primeiro vou ler o livro. Se já viram comentem e contem-me como é.

Fico triste

Faço um esforço tremendo para me colocar no lugar do outro. Faço mesmo! Todos os dias tento não ser precipitada nem impulsiva nas minhas respostas porque não me coloquei no lugar do outro. É verdade que isto me custa imenso, porque por norma sou a típica mulher com "pelo na venta", que tem sempre a resposta preparada e pronta a ser disparada assim que me sinto ameaçada ou me deparo com alguma situação que considero injusta. Imponho-me então esta disciplina diária e melhorei nas minhas respostas mais ponderadas, polidas e mais assertivas, mas... quando percebo que do outro lado não há o mesmo esforço e o dedo é apontado na minha direção ou na de alguém que não se pode explicar, fico perdida... apetece-me mandar tudo para um real sitio que eu cá sei. O meu aperfeiçoamento está a ter frutos e em vez disso tento explicar o meu ponto de vista e aguardo que me respondam com argumentos válidos, que me façam repensar as minhas posições. Quando isso não acontece...bem... ou opto pel…

O fim da inocência, de Francisco Salgueiro

Olá,
este livro lê-se num ápice. Numa linguagem simples e com um enredo brutal e verídico, é um livro de e para adolescentes. Como mãe, fiquei chocada que, enquanto professora, já desconfiava. A narradora perde, segundo ela, tardiamente, a virgindade, com 14 anos. Foi violada por 2 homens que lhe montaram uma armadilha. Esta, adolescente, de classe média alta conta, de forma demasiado real, a vida e objetivos dos adolescentes atuais. Não se enganem se pensavam ser rebeldes. Eles sabem tudo sobre nada. O vazio com que se debatem, a procura incessante em novas emoções no sexo, que é vulgarizado como algo carnal apenas, e nas drogas é atroz. Os riscos constantes, as violações de privacidade, de intimidade. É difícil de digerir, é inconsequente, é... inverosímil, cremos nós. Todo o livro gira em torno do sexo e das drogas e da visão do mundo dos adolescentes. Este livro dói, magoa até ao limite do absurdo. Porquê? Como? O que fizeram ou não fizeram aos nossos adolescentes?
"Nessa noi…