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"Por favor, pai, não..."

Comprei este livro numa feira do livro por 3,9 euros. Apesar de me agradar a temática, fiquei com dúvidas acerca da qualidade do mesmo.
Bem, é um livro fortíssimo, em que por vezes tive de parar de ler para "digerir" a história relatada. Trata-se de um livro autobiográfico, em que uma criança é sujeita a todo o tipo de abusos, quer físicos, quer psicológicos, passando pela marginalidade e pela consciência das mazelas de uma vida de maltratos. A criança acaba por matar aquele que conheceu como pai, mas sem conseguir livrar-se das marcas profundas que este lhe deixou e à sua família.
O livro tem boa qualidade, especialmente ao nível das folhas. Recomendo a sua leitura como forma de alterarmos mentalidades e de estarmos mais atentos ao que nos rodeia.
 
"Todos sabiam porque tinha sido preso, mesmo antes de chegar à prisão, porque a notícia tinha corrido nos jornais e na televisão. Fiquei surpreendido com o número de reclusos que se aproximaram de mim para me apertarem a mão e para me dizerem que também eles tinham sido abusados em crianças e que compreendiam o que tinha feito. Por certo não é mera coincidência que tantas pessoas que são vítimas de abusos em criança acabam na prisão."
 
Stuart Howart

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