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A feira dos assombrados

Terminei a leitura da "Feira dos Assombrados", de José Eduardo Agualusa. É um livro da LeYa e faz parte das obras recomendadas no PNL, se não estou em erro. É bastante acessível e fácil de ler. Por se tratar de um escritor português, na variedade africana, existem alguns vocábulos muito característicos do seu país, Angola. Penso ser bastante apropriado para os alunos (e são muitos) que se assustam com o número de páginas do livro, pois tem somente 142 e a folha é em A5. É interessante perceber uma nova cultura com diferentes credos e formas de vida. Apenas penso que existem contos que necessitavam de ser mais desenvolvidos, pois quando estamos a entrar no enredo, já terminou, ficando alguns pormenores por esclarecer.

"«Agora julgo que vivo», respondeu-lhe Albérico Santoni. «Mas a acreditar no que o povo diz, esteve morto durante muitos anos.»"


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Hotel Ruanda em livro

Depois do grande sucesso que foi o filme "Hotel Ruanda", eis que surge o livro.
Durante o apogeu do moticínio naquele país africano, Paul Ruseagabina arriscou a vida para salvar 1300 refugiados, protegendo-os no interior do hotel.
O livro vai mais longe que o filme, ao relatar parte do passado do humilde gerente do hotel, tal como a sua vida desde os terríveis eventos. Explora ainda a sua educação e experiência enquanto primeiro gerente ruandês de um hotel europeu. A vida do próprio chegou a estar em perigo, pois enquanto Hutu casado com uma Tutsi, era visto como um alvo a abater.

in Os Meus Livros

Não vi o filme, mas como começo sempre ao contrário, primeiro vou ler o livro. Se já viram comentem e contem-me como é.

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Olá,
este livro lê-se num ápice. Numa linguagem simples e com um enredo brutal e verídico, é um livro de e para adolescentes. Como mãe, fiquei chocada que, enquanto professora, já desconfiava. A narradora perde, segundo ela, tardiamente, a virgindade, com 14 anos. Foi violada por 2 homens que lhe montaram uma armadilha. Esta, adolescente, de classe média alta conta, de forma demasiado real, a vida e objetivos dos adolescentes atuais. Não se enganem se pensavam ser rebeldes. Eles sabem tudo sobre nada. O vazio com que se debatem, a procura incessante em novas emoções no sexo, que é vulgarizado como algo carnal apenas, e nas drogas é atroz. Os riscos constantes, as violações de privacidade, de intimidade. É difícil de digerir, é inconsequente, é... inverosímil, cremos nós. Todo o livro gira em torno do sexo e das drogas e da visão do mundo dos adolescentes. Este livro dói, magoa até ao limite do absurdo. Porquê? Como? O que fizeram ou não fizeram aos nossos adolescentes?
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O início da socialização

A família é um lugar previligiado da socialização e é lá que tudo se inicia. Ainda hoje algumas crianças ficam, durante os primeiros anos de vida, entregues aos cuidados dos avós. Por volta dos 3-4 anos surge a dúvida - será que é melhor que se mantenham com os avós, ou é preferível inscrevê-los no pré-escolar? Os avós têm as suas vantagens no que respeita ao monopólio das atenções e da disponibilidade total, contudo, ao ingressarem no ensino pré-escolar, as crianças são obrigadas a adquirir hábitos, regras e, sobretudo, a interagir com os outros, isto é, aprendem a partilhar. É o começo de uma etapa, em que a socialização é a pedra-de-toque. As crianças necessitam de conviver de perto com outras da sua idade, para aprenderem a viver em conjunto. Nesta fase, as brincadeiras em grupo são geralmente de índole teatral ou criativa. Aos 4-5 anos, tendem a brincar aos pares ou então sozinhas. É a educadora que os divide, porque se não tenderiam a agrupar-se por sexos - meninas para um lado …