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Os Miseráveis, de Vitor Hugo



Finalmente...terminei. Foi o pior "arranca dentes" de que tenho memória! A história de João Vellejean, de Cosetta, Mário, Javert e da própria Fantina é muito bonita e interessante, mas verdade seja dita, preferia ter lido aquela versão para quem não gosta de ler. Qual Eça, qual quê? Mil vezes Os Maias em termos descritivos do que o Vitor Hugo. São capítulos e capítulos de descrição exaustiva e pormenorizada, cuja a informação não guardei nem um terço......
Enfim, João é um antigo forçado que após um breve encontro com um padre "bom" decide modificar a sua sina pelas boas ações e sair do caminho do mal. Consegue-o, mas escondendo a sua identidade. Primeiro como Madaleno, onde conhece Fantina, sua empregada e mais tarde sua protegida e mãe de Cosetta. A primeira morre de tuberculose, ao que parece. Cosetta fica orfã e entregue definitivamente aos seus pais de criação Thernadier, que usufruem do seu dinheiro, retirando-lhe a dignidade. Madaleno resgata-a e cria-a como um pai. Durante o seu amadurecimento acontecem várias peripécias e Madaleno passa a Chavelent, pai da donzela que lhe chama pai e desconhece todos os dissabores da sua vida. O seu pai, eternamente perseguido por Javert, assume manias estranhas e hábitos coincidentes, mas mantém uma vida virtuosa e discreta. 
Cosetta apaixona-se por Mário, que após ter renegado o seu avô por denegrir a imagem de seu pai, se junta a uma revolução política em que é salvo por João, que também poupa o polícia. Após uma interminável procissão pelos esgotos parisienses, João entrega Mário à sua família, que apesar das divergências, o recebe bastante bem. 
Mário recupera, casa com Cosetta, mas não sabe quem o salvou. Descobre a verdade dita pela boca do forçado, e afasta-o do seu círculo. João, vendo a sua missão cumprida e afastado de Cosetta, depois do suicídio de Javert, deixa-se morrer.
Thernadier, com ganância de dinheiro conta toda a verdade a Mário sem o saber, devolvendo aos braços do pai e sogro, os enamorados. Estes perdoam-se no leito da sua morte.
Esta é uma síntese da síntese das 1200 páginas que sofri. Definitivamente, não aconselho!

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