A vida sempre me doeu de uma forma estranha, sem pressas, sem caprichos, como aquelas dores a que nos vamos habituando e, às tantas, nos habituamos a elas, sentimo-las como sempre... Sempre fui de um interior melancólico, saturado, pessimista, a vida é uma batalha nunca concluída... tenho dias em que me demoro, outros em que me canso, outros fatalmente doridos. É a vida... Não sou de extremos, sou ponderada, refletida, silenciosamente planeada. Aprendi a conhecer os outros e a admirá-los pela simplicidade com que são felizes e que chatos que são os pessimistas!
Andei a ler este livro, terminei-o há 2 dias e tive uma grande desilusão. Bem, é certo que eu já não tinha gostado de "O Diário de Anne Frank", por isso, também não gostei deste. Passei o livro todo a pensar que a jovem era normalíssima apesar de viver no regime de Estaline. As preocupações eram as mesmas de qualquer jovem com a idade dela, aliás até a achei um pouco acriançada dadas as circunstâncias e os seus 18 anos de idade. Enfim, um fiasco! Não consigo gostar mesmo, porque fico sempre à espera de detalhes e pensamentos que eu acharia próprios da época e do contexto e acabo por achar que as jovens sofreram um bocado sim, mas isso não as fez diferentes da grande maioria dos jovens de hoje com a mesma idade, inclusivê esta abusa do egocentrismo e preocupação estética de uma forma quase doentia. Gostaria de ter mais para dizer, mas de facto, o livro não me despertou grande atenção. Na minha opinião: não comprem!
Comentários